Alguns dos aliados de longa data de Donald Trump no Partido Republicano condenaram suas ameaças contra a "civilização" iraniana e os ataques aéreos contínuos dos EUA.
O congressista da Geórgia, Austin Scott, que integra as comissões de Serviços Armados e de Inteligência da Câmara, disse à BBC News que os comentários de Trump pouco farão para interromper os combates.
"Os comentários do presidente são contraproducentes e não concordo com eles", afirmou Scott.
O republicano do Texas, Nathaniel Moran, postou no X que discorda da ameaça de Trump:
"Nossa nação sempre conduziu operações militares por causas justas e de maneira moral. Isso deve continuar no futuro; caso contrário, perderemos nossa legitimidade para liderar o mundo."
"Então, para deixar claro: não apoio a destruição de uma 'civilização inteira'. Isso não é quem somos, nem condiz com os princípios que há muito norteiam a América", acrescentou.
Trump também enfrentou críticas de vozes conservadoras influentes na mídia, incluindo Tucker Carlson, Alex Jones, Candace Owens e Joe Rogan.
A ex-congressista Marjorie Taylor Greene, que rompeu com Trump após construir sua carreira política como leal ao ex-presidente, chamou sua mais recente ameaça de "insana" e pediu sua remoção do cargo:
"Não podemos destruir uma civilização inteira. Isso é maldade e loucura", escreveu no X.
Joe Kent, ex-diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, que renunciou em protesto à decisão de Trump de atacar o Irã, afirmou que o presidente coloca em risco a reputação dos EUA caso decida atingir infraestrutura civil.
"Trump acredita que está ameaçando o Irã com destruição, mas quem agora corre perigo é a própria América", publicou no X.
"Se ele tentar erradicar a civilização iraniana, os Estados Unidos deixarão de ser vistos como força estabilizadora no mundo e passarão a ser um agente do caos — efetivamente encerrando nosso status como maior superpotência global."