Análise: Recuo nas ameaças de Trump, mas algum progresso foi alcançado?
Por Tom Bateman, correspondente do Departamento de Estado dos EUA
A intervenção do Paquistão ofereceu tanto a Donald Trump quanto ao Irã uma oportunidade para recuar.
Isso ocorre após a ameaça sem precedentes de Trump, um presidente americano, de destruir a infraestrutura e "acabar com a civilização no Irã", em um tom que poderia ser interpretado como crimes de guerra.
Ainda estamos analisando o que realmente foi acordado. Trump afirma que o Irã concordou em não buscar armas nucleares, mas isso sempre foi a posição do país.
O momento é significativo. Ele permite que Trump diga que ganhou algum tempo, mas mantendo a ameaça implícita de retorno da força militar.
Então, estamos de volta ao ponto de partida.
Esta é a diplomacia americana. Como disse Pete Hegseth: "Negociamos com bombas."
O problema é que os iranianos sempre foram absolutamente claros: seu objetivo final é dissuadir os americanos deste ciclo de diplomacia seguido de bombardeios contra Teerã.
Assim, isso pode não ser uma solução de longo prazo, mas certamente representa um recuo em relação à situação que nos encontrávamos mais cedo.