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AO VIVO, EUA e Irã anunciam cessar-fogo e 'passagem segura' para navios no Estreito de Ormuz

Paquistão propôs trágua depois do presidente dos EUA afirmar que 'toda uma civilização morreria esta noite' se o Irã não aceitasse um acordo

Pontos-chave

Cobertura ao Vivo

  1. Análise: Recuo nas ameaças de Trump, mas algum progresso foi alcançado?

    Por Tom Bateman, correspondente do Departamento de Estado dos EUA

    A intervenção do Paquistão ofereceu tanto a Donald Trump quanto ao Irã uma oportunidade para recuar.

    Isso ocorre após a ameaça sem precedentes de Trump, um presidente americano, de destruir a infraestrutura e "acabar com a civilização no Irã", em um tom que poderia ser interpretado como crimes de guerra.

    Ainda estamos analisando o que realmente foi acordado. Trump afirma que o Irã concordou em não buscar armas nucleares, mas isso sempre foi a posição do país.

    O momento é significativo. Ele permite que Trump diga que ganhou algum tempo, mas mantendo a ameaça implícita de retorno da força militar.

    Então, estamos de volta ao ponto de partida.

    Esta é a diplomacia americana. Como disse Pete Hegseth: "Negociamos com bombas."

    O problema é que os iranianos sempre foram absolutamente claros: seu objetivo final é dissuadir os americanos deste ciclo de diplomacia seguido de bombardeios contra Teerã.

    Assim, isso pode não ser uma solução de longo prazo, mas certamente representa um recuo em relação à situação que nos encontrávamos mais cedo.

  2. O plano de 10 pontos para o cessar-fogo condicional, segundo o Irã

    Segundo uma emissora estatal iraniana, o plano de 10 pontos é o seguinte:

    • Cessar completamente a guerra no Iraque, Líbano e Iémen;
    • Cessar completa e permanentemente a guerra contra o Irã, sem limite de tempo;
    • Encerrar todos os conflitos na região em sua totalidade;
    • Reabrir o Estreito de Ormuz;
    • Estabelecer um protocolo e condições para garantir a liberdade e segurança da navegação no Estreito de Ormuz;
    • Pagamento integral de indenizações pelos custos de reconstrução ao Irã;
    • Compromisso total com a suspensão das sanções ao Irã;
    • Liberação de fundos e ativos congelados do Irã mantidos pelos Estados Unidos;
    • O Irã se compromete integralmente a não tentar possuir armas nucleares;
    • O cessar-fogo imediato entra em vigor em todas as frentes assim que as condições acima forem aprovadas.
  3. Preços do petróleo caem após anúncio de cessar-fogo de Trump

    Os preços globais do petróleo caíram acentuadamente após Donald Trump anunciar um cessar-fogo condicional de duas semanas.

    O petróleo Brent caiu 5,8%, para US$ 103,42 o barril, enquanto o petróleo negociado nos EUA recuou quase 8,5%, para US$ 103,25.

    Mas os preços permanecem muito mais altos do que antes do início do conflito, em 28 de fevereiro.

  4. Irã concorda com cessar-fogo e abertura do Estreito de Ormuz caso ataques parem

    O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, anunciou que o país aceitará um cessar-fogo "caso os ataques contra o Irã sejam interrompidos".

    Ele acrescentou que, durante um período de duas semanas, será possível o tráfego seguro pelo Estreito de Ormuz.

    Segundo Araghchi, isso ocorrerá "em coordenação com as Forças Armadas do Irã e levando em consideração as limitações técnicas".

  5. Trump fala sobre os próximos passos para alcançar a paz

    Donald Trump afirmou que o Irã enviou aos Estados Unidos e a Israel um plano de dez pontos.

    Embora os detalhes desse plano ainda não sejam conhecidos, Trump afirmou que ele oferece uma "base viável para negociação".

    "Quase todos os pontos de divergência do passado foram acordados entre os Estados Unidos e o Irã, mas um período de duas semanas permitirá que o acordo seja finalizado e consumado", disse.

    Ele acrescentou que "é uma honra ver este problema de longa data perto de uma resolução".

  6. Trump diz que objetivos militares já foram 'atingidos e superados'

    Na mesma postagem no Truth Social, Donald Trump afirmou que o motivo para ter aceitado o cessar-fogo provisório é que "já atingimos e superamos todos os objetivos militares".

    Ele acrescentou que o anúncio também ocorre porque "estamos muito perto de um acordo definitivo sobre a PAZ a longo prazo com o Irã e a PAZ no Oriente Médio".

  7. Com quem os EUA têm negociado?

    O Paquistão tem atuado como mediador no conflito entre EUA e Israel com o Irã.

    Na postagem nas redes sociais, Trump mencionou o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, como uma das pessoas com quem conversou e que levaram a este acordo condicional de cessar-fogo.

    O marechal de campo paquistanês Asim Munir também é mencionado em na publicação no Truth Social.

    Eles "solicitaram que eu suspendesse o envio da força destrutiva ao Irã esta noite", escreveu Trump.

  8. Mídia estatal iraniana repercute anúncio de Trump

    Por Ghoncheh Habibiazad, repórter sênior da BBC Persa

    A mídia estatal iraniana está noticiando a publicação de Donald Trump nas redes sociais.

    A manchete diz: "Trump anuncia cessar-fogo de duas semanas, aceitando as condições do Irã para encerrar a guerra".

    O veículo também se refere à "humilhante retirada de Trump da retórica anti-Irã".

  9. Trump anuncia cessar-fogo com o Irã se Estreito de Ormuz for reaberto

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na noite desta terça-feira a suspensão de ataques ao Irã por duas semanas.

    Em uma publicação na rede Truth Social, Trump disse que após discussões com a liderança do Paquistão, haverá um cessar-fogo entre os EUA e o Irã se o Irã concordar em permitir o tráfego pelo Estreito de Ormuz.

    "Concordo em suspender os bombardeios e ataques ao Irã por um período de duas semanas", disse ele.

    "Este será um cessar-fogo bilateral!",escreveu Trump, dizendo que concordará com o cessar-fogo de duas semanas "sujeito à República Islâmica do Irã concordar com a ABERTURA COMPLETA, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz".

  10. Trump perde apoio de republicanos

    Alguns dos aliados de longa data de Donald Trump no Partido Republicano condenaram suas ameaças contra a "civilização" iraniana e os ataques aéreos contínuos dos EUA.

    O congressista da Geórgia, Austin Scott, que integra as comissões de Serviços Armados e de Inteligência da Câmara, disse à BBC News que os comentários de Trump pouco farão para interromper os combates.

    "Os comentários do presidente são contraproducentes e não concordo com eles", afirmou Scott.

    O republicano do Texas, Nathaniel Moran, postou no X que discorda da ameaça de Trump:

    "Nossa nação sempre conduziu operações militares por causas justas e de maneira moral. Isso deve continuar no futuro; caso contrário, perderemos nossa legitimidade para liderar o mundo."

    "Então, para deixar claro: não apoio a destruição de uma 'civilização inteira'. Isso não é quem somos, nem condiz com os princípios que há muito norteiam a América", acrescentou.

    Trump também enfrentou críticas de vozes conservadoras influentes na mídia, incluindo Tucker Carlson, Alex Jones, Candace Owens e Joe Rogan.

    A ex-congressista Marjorie Taylor Greene, que rompeu com Trump após construir sua carreira política como leal ao ex-presidente, chamou sua mais recente ameaça de "insana" e pediu sua remoção do cargo:

    "Não podemos destruir uma civilização inteira. Isso é maldade e loucura", escreveu no X.

    Joe Kent, ex-diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, que renunciou em protesto à decisão de Trump de atacar o Irã, afirmou que o presidente coloca em risco a reputação dos EUA caso decida atingir infraestrutura civil.

    "Trump acredita que está ameaçando o Irã com destruição, mas quem agora corre perigo é a própria América", publicou no X.

    "Se ele tentar erradicar a civilização iraniana, os Estados Unidos deixarão de ser vistos como força estabilizadora no mundo e passarão a ser um agente do caos — efetivamente encerrando nosso status como maior superpotência global."

  11. Países do Golfo se preparam para possível retaliação

    Por Frank Gardner, correspondente de segurança

    Pouco depois de soarem as sirenes em Bahrein esta noite, uma calma inquietante tomou conta de grande parte da capital, Manama.

    Alguns moradores de prédios altos foram avisados para se preparar para possíveis apagões, enquanto a Embaixada dos EUA ordenou que todos os americanos se abrigassem em suas casas.

    O Bahrein abriga o quartel-general da Quinta Frota dos EUA. Assim como seus vizinhos, o país tem sido alvo de bombardeios noturnos por drones e mísseis balísticos iranianos, dos quais uma pequena parte consegue ultrapassar as defesas aéreas da ilha.

    Mas o Irã ameaçou atingir os países árabes do Golfo com força devastadora caso Donald Trump leve adiante sua ameaça de "bombardeá-los de volta à Idade da Pedra".

    Espera-se que a retaliação tenha como alvo a geração de energia, usinas de dessalinização e outras infraestruturas civis ao longo do Golfo.

    Hoje, no Catar, uma coletiva de imprensa do Ministério das Relações Exteriores para a mídia internacional estava lotada, com um jornalista afirmando que a situação parecia "apocalíptica".

  12. Análise: Trump está considerando uma saída?

    Por Daniel Bush, correspondente em Washington

    O presidente Donald Trump pode estar avaliando uma "saída" para reduzir a escalada da guerra com o Irã.

    A Casa Branca informou nesta terça-feira que Trump estava "ciente" de uma proposta apresentada pelo Paquistão para que ele estendesse seu prazo por duas semanas, a fim de abrir caminho para um cessar-fogo temporário.

    A proposta, publicada nas redes sociais, inclui pedidos de um cessar-fogo de duas semanas e a abertura do Estreito de Ormuz, que seriam seguidos por negociações para o fim permanente da guerra.

    Em conversas com jornalistas na terça-feira, Trump se recusou várias vezes a dar detalhes sobre as negociações com o Irã, afirmando apenas que os países estão envolvidos em "negociações intensas".

    O presidente deu ao Irã até às 20h, (21h no horário de Brasília), para chegar a um acordo, sob pena de um ataque que, segundo ele, destruiria pontes e usinas do país.

    Trump também alertou que "toda uma civilização poderia morrer" caso o Irã não aceite o acordo.

    A publicação nas redes sociais provocou uma forte reação. Ela também evidencia a pressão intensa que Trump enfrenta enquanto busca um acordo e pondera se vai ou não cumprir sua ameaça de intensificar a guerra.

  13. Irã incentiva formação de 'correntes humanas' para proteger usinas de energia de ataques

    Algumas autoridades no Irã estão incentivando os iranianos a formar "correntes humanas" ao redor de usinas de energia para impedir possíveis ataques dos Estados Unidos.

    O vice-ministro da Juventude e Esportes do Irã, Alireza Rahimi, publicou uma declaração no X afirmando que a campanha “Corrente Humana da Juventude Iraniana por um Amanhã Brilhante” foi realizada hoje "em todo o país".

    Imagens compartilhadas pela agência de notícias estatal iraniana Fars e verificadas pela BBC mostraram o que foi descrito como uma "corrente humana" em frente à usina de Kazerun.

    Em uma publicação no Telegram, uma conta do governo iraniano afirmou:"Aqueles que participaram desta campanha condenaram unanimemente a agressão americano-israelense e declararam seu forte apoio às forças armadas e de defesa do país. Neste movimento, jovens de todo o país consideraram qualquer ataque à infraestrutura do país um crime de guerra e condenaram essas ações com uma só voz."

    Em outra publicação na X, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que 14 milhões de iranianos se inscreveram para 'sacrificar suas vidas para defender o Irã'. Os interessados ​​podem se inscrever enviando uma mensagem de texto para um número de telefone específico.

    Mais tarde, Donald Trump criticou o suposto uso de escudos humanos em torno da infraestrutura.

    "Totalmente ilegal", disse à NBC News. "Eles não têm permissão para fazer isso."

  14. Análise: Parlamentares pedem a destituição de Trump

    Por Ione Wells, de Washington para a BBC News

    Um número crescente de políticos democratas nos Estados Unidos está defendendo a aplicação da 25ª Emenda após as ameaças feitas por Donald Trump ao Irã.

    Esse é um mecanismo previsto na Constituição americana que permite ao vice-presidente assumir o cargo caso o presidente não consiga cumprir suas funções.

    A Seção 4 da emenda trata de situações em que o presidente não pode ou não quer declarar sua própria incapacidade. Se o vice-presidente e a maioria do gabinete concordarem que ele não está apto para o cargo, podem enviar uma declaração nesse sentido aos líderes do Congresso — o que o presidente ainda pode contestar.

    Não há sinais de que integrantes do gabinete de Trump ou o vice-presidente JD Vance estejam considerando essa possibilidade, o que torna o cenário improvável. Ainda assim, isso não impediu os democratas de defenderem a medida.

    Dezenas de parlamentares democratas acusaram Trump de "ameaçar cometer crimes de guerra genocidas" ou de ser "perigoso demais" para "ter acesso aos códigos nucleares".

    A deputada Alexandria Ocasio-Cortez escreveu nas redes sociais:"Isso é uma ameaça de genocídio e justifica sua remoção do cargo. As faculdades mentais do presidente estão entrando em colapso e ele não pode ser considerado confiável."

    Separadamente, líderes democratas na Câmara pediram que republicanos se juntem a eles em uma "votação para encerrar esta guerra imprudente e voluntária no Oriente Médio antes que Donald Trump arraste nosso país para a Terceira Guerra Mundial", classificando o presidente como "completamente desequilibrado".

    "Sua declaração ameaçando erradicar uma civilização inteira exige uma resposta firme do Congresso."

    A Câmara está atualmente em recesso e só deve retomar os trabalhos no dia 14 de abril.

  15. Papa Leão 14 classifica como 'inaceitáveis' ameaças contra população do Irã

    Davide Ghiglione, de Roma para a BBC News

    O Papa Leão 14 afirmou que ameaças contra a população do Irã são "inaceitáveis".

    A declaração foi feita poucas horas depois de Donald Trump afirmar que "toda uma civilização morrerá esta noite" caso o Irã não chegue a um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz.

    O Papa, que é americano, tem intensificado as críticas à guerra envolvendo o Irã.

    Ao falar com jornalistas nesta terça, ele mencionou uma ameaça feita mais cedo contra o povo iraniano, classificando-a como "realmente inaceitável".

    Ele também pediu que pessoas ao redor do mundo entrem em contato com seus representantes políticos e pressionem pelo fim do conflito.

  16. Governo do Kuwait orienta população a permanecer em casa esta noite

    Pessoas no Kuwait estão sendo orientadas a evitar sair de casa entre meia-noite e 6h da manhã de amanhã.

    O Ministério do Interior informou, em comunicado publicado na rede social X, que "cidadãos e residentes devem permanecer em casa e sair apenas se for absolutamente necessário".

    Segundo o órgão, a medida tem como objetivo "manter a segurança, apoiar as operações das forças de segurança e garantir a estabilidade".

  17. Nação 'civilizada' prevalecerá sobre a 'força bruta', diz o Ministério das Relações Exteriores do Irã

    O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, afirmou que a "lógica" de um país "civilizado" prevalecerá sobre a "força bruta".

    Em uma declaração publicada no X nesta tarde, ele escreveu: "A força da cultura de uma nação 'CIVILIZADA', de sua lógica e de sua fé na justiça de sua causa certamente prevalecerá sobre a lógica da força bruta."

    Ele acrescentou: "Uma nação que acredita plenamente na justiça de seu caminho mobilizará todas as suas capacidades e recursos para proteger seus direitos e interesses legítimos."

    A mensagem foi compartilhada com a hashtag #IranWillWin, que na tradução livre para o português signidica #OIrãVencerá.

  18. Primeiro-ministro do Paquistão pede a Trump que estenda o prazo

    O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, pediu ao presidente dos EUA, Donald Trump, que estenda o prazo por duas semanas "para permitir que a diplomacia siga seu curso".

    Em uma publicação no X, Sharif escreveu:

    "Os esforços diplomáticos para uma solução pacífica da guerra em curso no Oriente Médio estão progredindo de forma constante, forte e eficaz, com potencial para levar a resultados substanciais em um futuro próximo. Para permitir que a diplomacia siga seu curso, solicito encarecidamente ao presidente Trump que estenda o prazo por duas semanas."

    Ele também pediu que o Irã abra o Estreito de Ormuz.

    "O Paquistão solicita aos irmãos iranianos que abram o Estreito de Ormuz por um período correspondente de duas semanas como um gesto de boa vontade. Solicitamos também todas as partes em conflito a cumprirem um cessar-fogo por duas semanas, para permitir que a diplomacia alcance o fim definitivo da guerra, no interesse da paz e estabilidade de longo prazo na região", acrescentou.

  19. 'Só Trump sabe o que ele fará', diz secretária de imprensa dos EUA

    A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse nesta terça-feira (7/4) que somente Donald Trump "sabe o que ele fará", quando o prazo estabelecido pelos Estados Unidos para o Irã abrir o Estreito de Ormuz acabar.

    A declaração de Leavitt foi uma resposta a um pedido de esclarecimento da BBC sobre os comentários feitos mais cedo pelo presidente dos EUA e seu vice-presidente, JD Vance.

    Trump afirmou que "uma civilização inteira morrerá esta noite" a menos que o Irã chegue a um acordo sobre a abertura do Estreito de Ormuz.

    O presidente americano acrescentou que não quer que isso aconteça, "mas provavelmente acontecerá".

    Já Vance disse que o regime iraniano precisa saber que os EUA têm "ferramentas em nosso arsenal que ainda não decidimos usar".

    "O presidente dos Estados Unidos pode decidir usá-las e decidirá usá-las se os iranianos não mudarem sua conduta", afirmou.

    Respondendo a uma alegação nas redes sociais de que Vance teria sugerido que os EUA poderiam usar armas nucleares, a Casa Branca disse que "literalmente nada" do que Vance disse insinuou essa possibilidade.

    Questionada pela BBC sobre sua posição em relação ao uso de armas nucleares, a secretária de imprensa da Casa Branca enviou a seguinte declaração:

    "O regime iraniano tem até as 20h, horário do leste dos EUA, para se adequar à situação e chegar a um acordo com os Estados Unidos. Somente o presidente sabe qual é a situação atual e o que ele fará."

  20. Iranianos se preparam para ataques à infraestrutura civil do país enquanto prazo do ultimato de Trump se aproxima

    À medida que se aproxima o prazo do ultimato dado pelo presidente americano, Donald Trump, que ameaçou destruir as usinas de energia e as pontes do Irã a menos que o país reabra o Estreito de Ormuz, cidadãos iranianos contaram à BBC como estão vendo a situação.

    "Acho que cada vez mais pessoas no Irã perceberam que Trump não se importa nem um pouco com elas", disse um deles.