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EUA e Irã anunciam cessar-fogo e 'passagem segura' para navios no Estreito de Ormuz

Paquistão propôs trágua depois do presidente dos EUA afirmar que 'toda uma civilização morreria esta noite' se o Irã não aceitasse um acordo

Pontos-chave

Cobertura ao Vivo

  1. Encerramos por hoje a cobertura em tempo real

    Finalizamos a cobertura ao vivo desta terça-feira sobre os desdobramentos da Guerra do Irã.

    Você pode continuar acompanhando os desdobramentos sobre o tema em nossas reportagens e análises, em nosso site e nas redes sociais da BBC News Brasil.

  2. Análise: Irã se considera vitorioso por ter sobrevivido à guerra

    Khashayar Joneidi, correspondente da BBC Persian em Washington

    O governo e a mídia estatal do Irã estão retratando o desfecho como uma grande vitória para o regime.

    Um comunicado do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã afirma que o país atingiu praticamente todos os seus objetivos na guerra e que o inimigo enfrenta um fracasso histórico.

    Em meio a essa narrativa, há outro ponto considerado crucial pelo governo iraniano: o conflito começou com a morte de Ali Khamenei e de altos generais da Guarda Revolucionária.

    Isso representou uma ameaça existencial ao regime — uma guerra pela sua própria sobrevivência.

    Por isso, para Teerã, o simples fato de ter resistido a mais de 30 dias de confronto com os Estados Unidos e Israel já é visto como uma vitória.

  3. Israel ainda não se manifestou sobre cessar-fogo

    Ainda não houve resposta oficial de Israel ao anúncio de cessar-fogo feito pelos Estados Unidos e pelo Irã.

    Não está claro qual foi o grau de envolvimento do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, na decisão tomada por Donald Trump.

    O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que vem mediando as negociações, afirmou que o cessar-fogo inclui também o Líbano, onde Israel mantém tropas terrestres.

    A liderança israelense tem reiterado que não deixará o Líbano até que a ameaça do Hezbollah seja eliminada. Até o momento, não há indicação de que Israel tenha concordado em interromper suas operações no país ou em outras frentes.

    É improvável que Netanyahu consiga declarar vitória nos mesmos termos que os EUA e o Irã.

    Em discurso ao anunciar a guerra, em 28 de fevereiro, ele afirmou que o objetivo era "pôr fim à ameaça do regime dos aiatolás no Irã" e que a operação "continuaria pelo tempo que fosse necessário",

    Por ora, as forças iranianas ainda têm capacidade de representar uma ameaça, e o governo segue plenamente no poder.

    Um eventual fim da guerra, caso se baseie no plano de 10 pontos mencionado por Trump, será amplamente visto como uma vitória estratégica para Teerã.

    Também é possível que membros da ala mais à direita do governo israelense rejeitem qualquer acordo de cessar-fogo ou fim da guerra — especialmente se incluir o Líbano —, o que pode representar um desafio político adicional para Netanyahu em ano eleitoral.

  4. Ataques continuam apesar do cessar-fogo

    Relatos indicam que ataques continuam em vários países, mesmo após o anúncio do cessar-fogo.

    No Irã: Veículos de imprensa dos Estados Unidos informam que Israel ainda realiza ataques contra o Irã na manhã de quarta-feira, citando uma autoridade israelense.

    Isso ocorre apesar de uma aparente confirmação da Casa Branca à AFP de que Israel também teria concordado com o cessar-fogo. Até o momento, não houve resposta oficial do país ao anúncio da trégua feito por EUA e Irã.

    Em Israel: Ataques foram registrados em Jerusalém. Jornalistas da BBC relataram ter ouvido e sentido múltiplas explosões, e alertas foram emitidos à população.

    No Bahrein: O Ministério do Interior informou que sirenes foram acionadas, orientando moradores a buscar abrigo.

    No Catar: Mísseis em direção ao país foram interceptados, segundo o Ministério da Defesa.

    Nos Emirados Árabes Unidos: O Ministério da Defesa afirmou que o país está "lidando com ataques de mísseis e drones vindos do Irã".

    Na Arábia Saudita: Autoridades de defesa emitiram pelo menos dois alertas nas últimas horas.

  5. Casa Branca declara vitória após anúncio de cessar-fogo com o Irã

    A Casa Branca declarou vitória após o anúncio de cessar-fogo com o Irã, mesmo sem uma resposta formal de Israel até o momento.

    "Esta é uma vitória para os Estados Unidos que o presidente Donald Trump e nosso incrível Exército tornaram possível", escreveu a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, em publicação nas redes sociais, acrescentando que o presidente "conseguiu reabrir o Estreito de Ormuz".

    Leavitt destacou que Trump afirmou desde o início que a "Operação Epic Fury" duraria entre quatro e seis semanas, acrescentando que os EUA "alcançaram e superaram seus principais objetivos militares em 38 dias".

    O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine, devem falar na manhã de quarta-feira, segundo Leavitt.

    "O sucesso das nossas forças armadas criou o máximo de influência, permitindo que o presidente Trump e sua equipe conduzissem negociações duras que agora abriram caminho para uma solução diplomática e uma paz de longo prazo", escreveu.

  6. Análise: Negociações devem ser muito difíceis

    Por Khashayar Joneidi, correspondente da BBC Persa em Washington

    Há um déficit de confiança entre os Estados Unidos e o Irã, às vésperas de uma nova rodada de negociações.

    Os dois países já negociaram duas vezes no último ano — e, em ambas as ocasiões, conflitos começaram no meio das conversas.

    Apesar de a mídia estatal iraniana retratar o país como vitorioso, o Irã enfrenta uma posição frágil: seu Exército foi duramente atingido, a economia está em crise e o regime ainda lida com tensões internas com a oposição e a população.

    Nos últimos dias, o governo iniciou a execução de algumas pessoas detidas durante os protestos de janeiro, em um movimento para reforçar o controle interno.

    Mesmo nessa situação delicada, as exigências iranianas seguem difíceis de atender. Os EUA condicionaram o cessar-fogo à livre circulação de navios no Estreito de Ormuz, enquanto o Irã insiste em manter controle sobre o tráfego marítimo na região, citando sua posição geográfica como prioridade estratégica.

    Outro ponto central de impasse é o programa nuclear iraniano. A mídia estatal do país afirma que os EUA teriam aceitado o enriquecimento de urânio no Irã, mas Washington sustenta a posição oposta: não quer que nenhum enriquecimento seja realizado no território iraniano.

    Diante dessas divergências, especialistas avaliam que as próximas duas semanas serão decisivas — e extremamente difíceis.

  7. Cessar-fogo entra em vigor 'imediatamente', diz Paquistão

    O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que tem mediado as negociações entre EUA e Irã, afirmou que o cessar-fogo já está em vigor imediatamente.

    "Com a maior humildade, tenho o prazer de anunciar que a República Islâmica do Irã e os Estados Unidos da América, juntamente com seus aliados, concordaram com um cessar-fogo imediato em todos os lugares, incluindo o Líbano e outras regiões, COM EFEITO IMEDIATO", declarou.

    Sharif saudou a decisão e convidou as delegações para Islamabad na sexta-feira, 10 de abril, "para dar continuidade às negociações e buscar um acordo definitivo para resolver todas as disputas".

  8. Análise: Recuo nas ameaças de Trump, mas algum progresso foi alcançado?

    Por Tom Bateman, correspondente do Departamento de Estado dos EUA

    A intervenção do Paquistão ofereceu tanto a Donald Trump quanto ao Irã uma oportunidade para recuar.

    Isso ocorre após a ameaça sem precedentes de Trump, um presidente americano, de destruir a infraestrutura e "acabar com a civilização no Irã", em um tom que poderia ser interpretado como crimes de guerra.

    Ainda estamos analisando o que realmente foi acordado. Trump afirma que o Irã concordou em não buscar armas nucleares, mas isso sempre foi a posição do país.

    O momento é significativo. Ele permite que Trump diga que ganhou algum tempo, mas mantendo a ameaça implícita de retorno da força militar.

    Então, estamos de volta ao ponto de partida.

    Esta é a diplomacia americana. Como disse Pete Hegseth: "Negociamos com bombas."

    O problema é que os iranianos sempre foram absolutamente claros: seu objetivo final é dissuadir os americanos deste ciclo de diplomacia seguido de bombardeios contra Teerã.

    Assim, isso pode não ser uma solução de longo prazo, mas certamente representa um recuo em relação à situação que nos encontrávamos mais cedo.

  9. O plano de 10 pontos para o cessar-fogo condicional, segundo o Irã

    Segundo uma emissora estatal iraniana, o plano de 10 pontos é o seguinte:

    • Cessar completamente a guerra no Iraque, Líbano e Iémen;
    • Cessar completa e permanentemente a guerra contra o Irã, sem limite de tempo;
    • Encerrar todos os conflitos na região em sua totalidade;
    • Reabrir o Estreito de Ormuz;
    • Estabelecer um protocolo e condições para garantir a liberdade e segurança da navegação no Estreito de Ormuz;
    • Pagamento integral de indenizações pelos custos de reconstrução ao Irã;
    • Compromisso total com a suspensão das sanções ao Irã;
    • Liberação de fundos e ativos congelados do Irã mantidos pelos Estados Unidos;
    • O Irã se compromete integralmente a não tentar possuir armas nucleares;
    • O cessar-fogo imediato entra em vigor em todas as frentes assim que as condições acima forem aprovadas.
  10. Preços do petróleo caem após anúncio de cessar-fogo de Trump

    Os preços globais do petróleo caíram acentuadamente após Donald Trump anunciar um cessar-fogo condicional de duas semanas.

    O petróleo Brent caiu 5,8%, para US$ 103,42 o barril, enquanto o petróleo negociado nos EUA recuou quase 8,5%, para US$ 103,25.

    Mas os preços permanecem muito mais altos do que antes do início do conflito, em 28 de fevereiro.

  11. Irã concorda com cessar-fogo e abertura do Estreito de Ormuz caso ataques parem

    O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, anunciou que o país aceitará um cessar-fogo "caso os ataques contra o Irã sejam interrompidos".

    Ele acrescentou que, durante um período de duas semanas, será possível o tráfego seguro pelo Estreito de Ormuz.

    Segundo Araghchi, isso ocorrerá "em coordenação com as Forças Armadas do Irã e levando em consideração as limitações técnicas".

  12. Trump fala sobre os próximos passos para alcançar a paz

    Donald Trump afirmou que o Irã enviou aos Estados Unidos e a Israel um plano de dez pontos.

    Embora os detalhes desse plano ainda não sejam conhecidos, Trump afirmou que ele oferece uma "base viável para negociação".

    "Quase todos os pontos de divergência do passado foram acordados entre os Estados Unidos e o Irã, mas um período de duas semanas permitirá que o acordo seja finalizado e consumado", disse.

    Ele acrescentou que "é uma honra ver este problema de longa data perto de uma resolução".

  13. Trump diz que objetivos militares já foram 'atingidos e superados'

    Na mesma postagem no Truth Social, Donald Trump afirmou que o motivo para ter aceitado o cessar-fogo provisório é que "já atingimos e superamos todos os objetivos militares".

    Ele acrescentou que o anúncio também ocorre porque "estamos muito perto de um acordo definitivo sobre a PAZ a longo prazo com o Irã e a PAZ no Oriente Médio".

  14. Com quem os EUA têm negociado?

    O Paquistão tem atuado como mediador no conflito entre EUA e Israel com o Irã.

    Na postagem nas redes sociais, Trump mencionou o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, como uma das pessoas com quem conversou e que levaram a este acordo condicional de cessar-fogo.

    O marechal de campo paquistanês Asim Munir também é mencionado em na publicação no Truth Social.

    Eles "solicitaram que eu suspendesse o envio da força destrutiva ao Irã esta noite", escreveu Trump.

  15. Mídia estatal iraniana repercute anúncio de Trump

    Por Ghoncheh Habibiazad, repórter sênior da BBC Persa

    A mídia estatal iraniana está noticiando a publicação de Donald Trump nas redes sociais.

    A manchete diz: "Trump anuncia cessar-fogo de duas semanas, aceitando as condições do Irã para encerrar a guerra".

    O veículo também se refere à "humilhante retirada de Trump da retórica anti-Irã".

  16. Trump anuncia cessar-fogo com o Irã se Estreito de Ormuz for reaberto

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na noite desta terça-feira a suspensão de ataques ao Irã por duas semanas.

    Em uma publicação na rede Truth Social, Trump disse que após discussões com a liderança do Paquistão, haverá um cessar-fogo entre os EUA e o Irã se o Irã concordar em permitir o tráfego pelo Estreito de Ormuz.

    "Concordo em suspender os bombardeios e ataques ao Irã por um período de duas semanas", disse ele.

    "Este será um cessar-fogo bilateral!",escreveu Trump, dizendo que concordará com o cessar-fogo de duas semanas "sujeito à República Islâmica do Irã concordar com a ABERTURA COMPLETA, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz".

  17. Trump perde apoio de republicanos

    Alguns dos aliados de longa data de Donald Trump no Partido Republicano condenaram suas ameaças contra a "civilização" iraniana e os ataques aéreos contínuos dos EUA.

    O congressista da Geórgia, Austin Scott, que integra as comissões de Serviços Armados e de Inteligência da Câmara, disse à BBC News que os comentários de Trump pouco farão para interromper os combates.

    "Os comentários do presidente são contraproducentes e não concordo com eles", afirmou Scott.

    O republicano do Texas, Nathaniel Moran, postou no X que discorda da ameaça de Trump:

    "Nossa nação sempre conduziu operações militares por causas justas e de maneira moral. Isso deve continuar no futuro; caso contrário, perderemos nossa legitimidade para liderar o mundo."

    "Então, para deixar claro: não apoio a destruição de uma 'civilização inteira'. Isso não é quem somos, nem condiz com os princípios que há muito norteiam a América", acrescentou.

    Trump também enfrentou críticas de vozes conservadoras influentes na mídia, incluindo Tucker Carlson, Alex Jones, Candace Owens e Joe Rogan.

    A ex-congressista Marjorie Taylor Greene, que rompeu com Trump após construir sua carreira política como leal ao ex-presidente, chamou sua mais recente ameaça de "insana" e pediu sua remoção do cargo:

    "Não podemos destruir uma civilização inteira. Isso é maldade e loucura", escreveu no X.

    Joe Kent, ex-diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, que renunciou em protesto à decisão de Trump de atacar o Irã, afirmou que o presidente coloca em risco a reputação dos EUA caso decida atingir infraestrutura civil.

    "Trump acredita que está ameaçando o Irã com destruição, mas quem agora corre perigo é a própria América", publicou no X.

    "Se ele tentar erradicar a civilização iraniana, os Estados Unidos deixarão de ser vistos como força estabilizadora no mundo e passarão a ser um agente do caos — efetivamente encerrando nosso status como maior superpotência global."

  18. Países do Golfo se preparam para possível retaliação

    Por Frank Gardner, correspondente de segurança

    Pouco depois de soarem as sirenes em Bahrein esta noite, uma calma inquietante tomou conta de grande parte da capital, Manama.

    Alguns moradores de prédios altos foram avisados para se preparar para possíveis apagões, enquanto a Embaixada dos EUA ordenou que todos os americanos se abrigassem em suas casas.

    O Bahrein abriga o quartel-general da Quinta Frota dos EUA. Assim como seus vizinhos, o país tem sido alvo de bombardeios noturnos por drones e mísseis balísticos iranianos, dos quais uma pequena parte consegue ultrapassar as defesas aéreas da ilha.

    Mas o Irã ameaçou atingir os países árabes do Golfo com força devastadora caso Donald Trump leve adiante sua ameaça de "bombardeá-los de volta à Idade da Pedra".

    Espera-se que a retaliação tenha como alvo a geração de energia, usinas de dessalinização e outras infraestruturas civis ao longo do Golfo.

    Hoje, no Catar, uma coletiva de imprensa do Ministério das Relações Exteriores para a mídia internacional estava lotada, com um jornalista afirmando que a situação parecia "apocalíptica".

  19. Análise: Trump está considerando uma saída?

    Por Daniel Bush, correspondente em Washington

    O presidente Donald Trump pode estar avaliando uma "saída" para reduzir a escalada da guerra com o Irã.

    A Casa Branca informou nesta terça-feira que Trump estava "ciente" de uma proposta apresentada pelo Paquistão para que ele estendesse seu prazo por duas semanas, a fim de abrir caminho para um cessar-fogo temporário.

    A proposta, publicada nas redes sociais, inclui pedidos de um cessar-fogo de duas semanas e a abertura do Estreito de Ormuz, que seriam seguidos por negociações para o fim permanente da guerra.

    Em conversas com jornalistas na terça-feira, Trump se recusou várias vezes a dar detalhes sobre as negociações com o Irã, afirmando apenas que os países estão envolvidos em "negociações intensas".

    O presidente deu ao Irã até às 20h, (21h no horário de Brasília), para chegar a um acordo, sob pena de um ataque que, segundo ele, destruiria pontes e usinas do país.

    Trump também alertou que "toda uma civilização poderia morrer" caso o Irã não aceite o acordo.

    A publicação nas redes sociais provocou uma forte reação. Ela também evidencia a pressão intensa que Trump enfrenta enquanto busca um acordo e pondera se vai ou não cumprir sua ameaça de intensificar a guerra.

  20. Irã incentiva formação de 'correntes humanas' para proteger usinas de energia de ataques

    Algumas autoridades no Irã estão incentivando os iranianos a formar "correntes humanas" ao redor de usinas de energia para impedir possíveis ataques dos Estados Unidos.

    O vice-ministro da Juventude e Esportes do Irã, Alireza Rahimi, publicou uma declaração no X afirmando que a campanha “Corrente Humana da Juventude Iraniana por um Amanhã Brilhante” foi realizada hoje "em todo o país".

    Imagens compartilhadas pela agência de notícias estatal iraniana Fars e verificadas pela BBC mostraram o que foi descrito como uma "corrente humana" em frente à usina de Kazerun.

    Em uma publicação no Telegram, uma conta do governo iraniano afirmou:"Aqueles que participaram desta campanha condenaram unanimemente a agressão americano-israelense e declararam seu forte apoio às forças armadas e de defesa do país. Neste movimento, jovens de todo o país consideraram qualquer ataque à infraestrutura do país um crime de guerra e condenaram essas ações com uma só voz."

    Em outra publicação na X, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que 14 milhões de iranianos se inscreveram para 'sacrificar suas vidas para defender o Irã'. Os interessados ​​podem se inscrever enviando uma mensagem de texto para um número de telefone específico.

    Mais tarde, Donald Trump criticou o suposto uso de escudos humanos em torno da infraestrutura.

    "Totalmente ilegal", disse à NBC News. "Eles não têm permissão para fazer isso."