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China diz que 660 manifestantes pró-Tibete se entregaram
 

 
 
Protesto na Grécia
Protesto durante cerimônia foi praticamente ignorado na China
A China anunciou que o número de manifestantes pró-Tibete que se renderam às autoridades subiu para mais de 660.

Os envolvidos nos protestos pró-independência tibetana se entregaram em resposta a um apelo do governo, que ameaçou infligir maiores punições àqueles que resistissem.

De acordo com a agência de notícias do governo chinês, Xinhua, até o momento 280 pessoas se renderam na região autônoma do Tibete, palco dos principais confrontos entre forças do governo e seguidores do Dalai Lama.

Pelo menos outros 381 manifestantes também já haviam se entregado na província de Sichuan, antes da erupção dos novos distúrbios registrados na segunda-feira, informou o jornal China Daily.

A imprensa estatal diz que a situação no Tibete está retornando ao normal, e que muito em breve jornalistas poderão visitar a área.

Na terça-feira, o governo anunciou que vai organizar uma viagem oficial para que cerca de doze correspondentes estrangeiros visitem o Tibete e "conheçam a verdade" ainda nesta semana.

O anúncio foi feito em entrevista coletiva de imprensa do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Qin Gang, em Pequim.

Vergonhoso

Na coletiva, Qin Gang também aproveitou para criticar os protestos que mancharam a cerimônia de acendimento da tocha Olímpica, na Grécia, há dois dias.

"Qualquer ato que perturbe a trajetória da tocha é vergonhoso e impopular", disse Qin Gang.

Na cerimônia, ativistas da organização Repórteres Sem Fronteiras invadiram a tribuna e levantaram uma bandeira que mostrava algemas no lugar de argolas olímpicas, durante o discurso do presidente do Comitê Olímpico Chinês, Liu Qi.

De maneira geral, a imprensa chinesa ignorou o incidente. Nenhuma foto ou texto sobre o protesto foi publicado na imprensa oficial.

Qin enfatizou que as autoridades de cada país por onde a tocha for passar precisam se empenhar para que esse tipo de incidente não se repita.

Os países "têm a obrigação de assegurar um percurso sem problemas", disse Qin.

A RSF reafirmou que vai continuar protestando e tem intenções de seguir a tocha Olímpica ao longo do trajeto até Pequim.

 
 
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