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Atualizado às: 20 de março, 2008 - 05h58 GMT (02h58 Brasília)
 
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China admite que protestos se espalharam para fora do Tibete
 

 
 
Protestos na capital do Tibete, Lhasa
Governo chinês afirma que 24 manifestantes foram presos
A imprensa oficial da China informou pela primeira vez, nesta quinta-feira, que os protestos contra a dominação chinesa no Tibete, que tiveram início na semana passada, se espalharam para outras províncias.

Segundo a agência de notícias estatal Xinhua, desde a manhã de sábado várias áreas das províncias de Sichuan e Gansu têm enfrentado distúrbios.

A confirmação do avanço dos protestos pela imprensa oficial vem após uma equipe de TV canadense ter obtido secretamente imagens que mostram manifestantes tibetanos em ação em regiões vizinhas ao Tibete na terça-feira.

Nesta quinta-feira, o governo da China também anunciou que o número de manifestantes que se renderam em Lhasa, capital do Tibete, subiu de 105 para 170.

O jornal local, Tibet Daily, publicou que 24 pessoas envolvidas nos confrontos foram presas, e o governo prometeu punir severamente aqueles que resistirem e seguirem se escondendo.

Testemunhas em Lhasa disseram à BBC que a situação na capital aos poucos retorna ao normal, apesar do aumento da presença de forças de segurança chinesas.

Protestos

De acordo com a imprensa estatal chinesa, os manifestantes Tibetanos atacaram escritórios do governo, delegacias, hospitais, escolas, lojas e supermercados de Gansu e Sichuan.

Os manifestantes teriam hasteado a bandeira do governo tibetano no exílio e atirado pedras e bombas caseiras, enquanto gritavam palavras de ordem pedindo por “independência para o Tibete”.

A versão oficial chinesa não informa se a polícia entrou em confronto direto com os manifestantes, nem quantos pessoas ficaram feridas, mas afirma que os tibetanos se portaram "com violência", agredindo oito oficiais de segurança do governo e pelo menos três funcionários públicos.

Foram registrados confrontos nos distritos de Xiahe, Maqu, Luqu e Jone e na cidade de Hezuo.

Essas áreas ficam dentro de Gannan, uma região localizada no sul da província de Gansu, onde a população é de etnia tibetana.

Na província de Sichuan, o foco de tensão está no município de Aba e arredores.

Dalai lama

A China afirma que os protestos estão sendo incitados pelo líder espiritual do Tibete, o Dalai Lama, que vive exilado na Índia.

Mas o Dalai Lama nega que esteja por trás dos protestos. Ele chegou a dizer que poderia renunciar à liderança caso ocorra uma escalada de violência e pediu que a China retome o diálogo.

O governo local de Gansu disse ter encontrado panfletos pró-independência do Tibete circulando entre a população desde o dia 10 de março - quando os protestos foram iniciados, como uma reação à notícia de que monges budistas teriam sido presos depois de realizar uma passeata para marcar os 49 anos de um levante tibetano contra o domínio chinês.

“A julgar pelos indícios, a destruição foi organizada e incitada por separatistas dentro da China e no exterior para minar a ordem social”, disse um alto oficial de Gannan, Mao Shengwu.

Até o momento, o governo da China reconhece que 325 pessoas ficaram feridas e 16 morreram nos confrontos em Lhasa, mas segundo tibetanos no exílio, mais de 99 pessoas teriam morrido.

A imprensa internacional tem acompanhado com distância o desenrolar dos protestos, pois as autoridades da China bloquearam o acesso de jornalistas às áreas afetadas e censuraram todas as informações que venham de fontes extra-oficiais.

 
 
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