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Bush pretende fechar Doha este ano, diz secretária de Comércio
 

 
 
Susan Schwab (arquivo)
Schwab disse que acordo em 2008 'é possível e factível'
O atual governo americano está “completamente comprometido” com a conclusão com êxito das negociações da Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC), segundo afirmou neste sábado a secretária de Comércio dos Estados Unidos, Susan Schwab.

“O presidente (George W.) Bush está completamente comprometido com a conclusão com sucesso da Rodada Doha em 2008. Achamos que é possível e factível”, disse ela.

A Rodada Doha de negociações, que pretende abrir os mercados mundiais e aumentar o intercâmbio entre os países, foi iniciada em 2001 e enfrenta um impasse por conta das diferenças de posições entre os países desenvolvidos e os países em desenvolvimento.

As declarações de Schwab foram feitas durante entrevista após participar de um painel de debate sobre comércio internacional no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, ao lado de outros negociadores da Rodada Doha, como o chanceler brasileiro, Celso Amorim, e o comissário europeu para o Comércio, Peter Mandelson.

Turbulências

A secretária americana repetiu o argumento de outros participantes das negociações e afirmou que as turbulências das últimas semanas nos mercados financeiros devem criar um ambiente propício para um acordo na OMC.

Segundo esse argumento, o aumento das trocas comerciais decorrentes de um acordo na Rodada Doha compensaria um possível declínio do comércio provocado por uma desaceleração econômica ou recessão nos Estados Unidos.

Schwab advertiu que os encontros entre os negociadores em Davos não eram reuniões ministeriais formais e, por isso, nenhuma decisão formal foi tomada, mas disse que a ocasião foi uma oportunidade para que todos manifestassem sua disposição para um acordo próximo.

Ela confirmou que uma possível reunião dos negociadores, desta vez de maneira formal, deve ocorrer entre março e abril.

Para Schwab, para permitir um acordo, os países precisam “calibrar” suas posições.

“Se me perguntam se os Estados Unidos vão levar tudo o que querem dessas negociações, a resposta é não, sabemos disso. Temos que tomar decisões difíceis sobre como podemos contribuir para as negociações”, afirmou.

 
 
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