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Atualizado às: 14 de janeiro, 2005 - 16h29 GMT (14h29 Brasília)
 
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Annan pede que Iraque faça eleições 'inclusivas'
 
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan
ONU quer esforços de Bagdá para levar os sunitas a votar
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, disse que as eleições no Iraque devem ser as mais "inclusivas" possíveis.

Ele pediu ao govero interino iraquiano que aumente os seus esforços para atrair a participação da parte da sociedade que qualificou como "nacionalista árabe" – principalmente os árabes sunitas.

Annan disse que os preparativos técnicos para o pleito, marcado para 30 de janeiro, têm sido justos e eficazes.

As declarações de Annan foram feitas nas Ilhas Maurício, onde ele participa de um encontro sobre o desenvolvimento de pequenas ilhas.

"Sempre deixei claro que as eleições devem ser as mais inclusivas possíveis se quiserem contribuir para a transição política no Iraque", afirmou.

Annan acrescentou que obviamente haverá tentativas de intimidação de eleitores e violência por parte dos rebeldes que se opõem à votação.

Apesar disso, disse o secretário-geral da ONU, há esforços dentro e fora do Iraque para que a situação de segurança seja melhorada.

A posição de Annan é próxima daquela expressada pelo secretário de Estado americano, Colin Powell, que disse que as eleições iraquianas serão bem-sucedidas se forem capazes de representar todas as parcelas da sociedade, inclusive a minoria sunita.

Otan

Nesta sexta-feira, a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) anunciou estar planejando reduzir as suas atividades de treinamento no Iraque.

O mais alto comandante da aliança militar do Ocidente, general James Jones, disse ter sido informado de que as forças iraquianas aumentaram a capacidade de treinar seus próprios soldados.

Por essa razão, disse ele, a Otan não prentede enviar ao país mais instrutores do que o necessário.

Num encontro de cúpula em dezembro, os Estados Unidos pressionaram seus aliados europeus a contribuir mais no treinamento do novo Exército e da polícia do Iraque.

Na ocasião, o secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Hoop Scheffer, afirmou que o número de instrutores e policiais militares da aliança no Iraque passaria de 60 para 300.

Atualmente, porém, há no país cerca de cem instrutores da Otan, apenas um terço do total prometido.

O general Jones disse que a missão de treinamento tem sido prejudicada em razão da recusa de alguns países-membros em mandar tropas ao Iraque.

Entre esses países estão a França e a Alemanha, que durante todo o período que antecedeu a guerra para derrubar Saddam Hussein se opuseram à posição dos Estados Unidos.

Bélgica, Espanha e Grécia também se negaram a enviar ajuda na cúpula de dezembro.

 
 
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