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Atualizado às: 13 de janeiro, 2005 - 16h48 GMT (14h48 Brasília)
 
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Assaltantes roubam US$ 13,5 milhões em banco no Iraque
 
dólares
Assaltantes levaram o equivalente a 13,5 milhões de dólares
Homens armados roubaram o equivalente a US$ 13,5 milhões na cidade de Ramadi, no Iraque. O assalto aconteceu na manhã de quinta-feira no Banco Al-Rasheed.

O grupo trancou todos os funcionários e clientes da agência em uma sala e fugiu levando o dinheiro.

Em outro caso de violência no Iraque, um representante do influente clérigo xiita aiatolá Ali Sistani foi assassinado juntamente com quatro guarda-costas e seu filho em uma cidade de maioria sunita.

Este é o mais recente de uma série de ataques lançados por insurgentes majoritariamente sunitas com o objetivo de prejudicar a realização das eleições marcadas para 30 de janeiro.

Investigação

Segundo Raed al-Obeidi, um major da polícia de Ramadi, o assalto do banco está sendo investigado.

Um capitão da polícia que não quis se identificar disse à agência de notícias France Presse que os assaltantes levaram todo o dinheiro que havia no cofre, cerca de 20 milhões de dinares iraquianos.

Roubos e seqüestros têm sido freqüentes no Iraque desde a queda do regime de Saddam Hussein, em abril de 2003.

Ramadi é uma das cidades dominadas por militantes sunitas que enfrentam a ocupação militar liderada pelos Estados Unidos.

Preces

O atentado contra o xeque Mahmoud al-Madahaini ocorreu depois das preces noturnas da quarta-feira, na cidade de Salman Pak.

Al-Madahaini chefiava o escritório de Sistani na cidade de maioria sunita que fica ao sul da capital, Bagdá.

O correspondente da BBC em Bagdá Jim Muir afirma que ataques contra xiitas de destaque, com fins de provocação, têm sido uma característica da atual onda de violência.

Segundo ele, a responsabilidade por alguns destes ataques tem sido reivindicada por facções radicais sunitas que lideram a insurreição contra as forças de ocupação e que querem causar distúrbios ao processo eleitoral.

Líderes xiitas têm conclamado seus seguidores a manter a moderação.

Em Washington, o porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, disse que o governo americano sabe que "a eleição não vai ser perfeita".

"Vamos fazer tudo o que pudermos para ajudar o povo iraquiano e o governo interino a assegurar uma participação tão ampla quanto possível nas eleições", disse McClellan.

Comandantes militares americanos dizem que a situação de segurança é precária em quatro das 18 províncias iraquianas - Nineven, Anbar, Salahadin e Bagdá.

O primeiro-ministro iraquiano, Iyad Allawi, admitiu que a violência pode impedir que a votação seja levada em frente em algumas partes do país.

Hotel

Em um outro incidente, homens armados mataram seis pessoas e seqüestraram um empresário turco em uma emboscada na frente de um hotel em Bagdá.

Pelo menos dez homens abriram fogo contra um microônibus que tinha vindo pegar o empresário Abdulkadir Tanrikulu no Hotel Bakhan.

A polícia disse que as vítimas do ataque eram funcionários turcos de Tanrikulu que viajavam no microônibus.

Vários estrangeiros foram seqüestrados no Iraque desde o ano passado.

 
 
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