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Na Turquia, papa busca aproximação com ortodoxos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O líder da Igreja Católica, Bento 16, e o patriarca Bartolomeu 1º, guia espiritual dos cristãos ortodoxos, oraram juntos, nesta quarta-feira, na Catedral Ortodoxa de São Jorge, em Istambul, num gesto que visa aproximar as duas igrejas, separadas por um cisma no ano de 1054. Os dois devem ter um encontro privado na noite desta quarta-feira. No segundo dia de sua visita à Turquia, nesta quarta-feira, o papa também rezou uma missa na cidade histórica de Éfeso, no local onde se acredita que tenha sido a última residência da Virgem Maria. Um grupo de cerca de 250 convidados presenciou a cerimônia, realizada ao ar livre ao lado da pequena casa de pedra, que atrai peregrinos do mundo inteiro. Toda a área foi isolada por um forte esquema de segurança. Éfeso foi um importante centro de cristandade durante os impérios Romano e Bizantino. Igreja Ortodoxa O encontro com o patriarca Bartolomeu 1º - guia espiritual dos cerca de 250 milhões de cristãos ortodoxos em todo o mundo - é o motivo original da visita do papa. Bento 16 foi convidado a visitar a Turquia para promover uma reaproximação entre as duas Igrejas, após séculos de rixas. Mas o correspondente da BBC na Turquia disse que o objetivo da visita ao patriarca é também afastar a imagem de Bento 16 da controvérsia envolvendo seus comentários recentes sobre o islamismo. Durante uma palestra, em setembro, o papa citou a frase de um imperador bizantino que caracterizou o islamismo como uma religião violenta. Em reação à referência, protestos de muçulmanos surgiram em todo o mundo. Protestos A visita do papa, que começou nesta terça-feira pela capital, Ancara, está sendo marcada por protestos de muçulmanos contrários à sua presença no país. Dezenas de milhares de pessoas foram às ruas de Istambul no fim de semana pedir que o papa não viajasse à Turquia, e para forçá-lo a se desculpar por comentários sobre o islamismo. A segurança foi reforçada para a visita de quatro dias, com 15 mil policiais mobilizados para proteger o pontífice. Em Istambul, o papa também deve se encontrar com líderes religiosos e visitar a famosa Mesquita Azul, e celebrar uma missa na Catedral da cidade. |
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