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Atualizado às: 18 de fevereiro, 2004 - 00h24 GMT (21h24 Brasília)
 
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Brasil se mantém como observador na crise do Haiti
 

 
 
Hugo Chávez e Luiz Inácio Lula da Silva
Ajuda do Brasil ao Haiti será diferente daquela dada à Venezuela
O governo brasileiro não pretende se envolver de forma mais ativa na crise do Haiti, apesar dos apelos do presidente do país, Jean-Bertrand Aristide, pela ajuda da comunidade internacional. A atitude brasileira é bem diferente daquela tomada em relação à crise da Venezuela.

Enquanto o governo brasileiro liderou no ano passado a criação do Grupo de Amigos da Venezuela, a atuação do Brasil no caso do Haiti deve se limitar ao papel de observador no Grupo de Amigos do Secretário-Geral da OEA (Organização dos Estados Americanos) para o Haiti, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores.

Apesar dos discursos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pregando a união dos países em desenvolvimento, o episódio reforça a posição adotada em seu governo de fortalecimento da América do Sul, em vez do antigo discurso da esquerda em prol da América Latina.

A própria mudança na estrutura do Itamaraty, colocada em prática no atual governo com a criação de uma Subsecretaria da América do Sul, mostra a prioridade dada à região.

Grupo do Rio

O assessor de Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, já foi várias vezes à Venezuela – para onde Lula viaja no fim do mês para participar de uma reunião de cúpula do G-15 – a última delas aconteceu na semana passada. Mas, pelo menos por enquanto, o esforço não deve se repetir no Haiti.

O único envolvimento do governo brasileiro com o Haiti é através do Grupo do Rio – grupo integrado pelo Brasil e outros 18 países da América Latina e do Caribe – que no dia 20 de janeiro divulgou uma nota expressando preocupação em relação à situação do país e apoiando a missão da OEA.

O Haiti não faz parte do Grupo do Rio. Eventualmente pode participar de reuniões de cúpula como membro do Caricom (Comunidade do Caribe), que tem um representante, em caráter rotativo, a cada encontro.

O comunicado diz ainda que os países integrantes do grupo fazem votos "para que a estabilidade e a paz social prevaleçam naquele país, dentro do respeito às normas do Estado de direito e da ordem constitucional haitiana, e em conformidade com o disposto na Carta Democrática Interamericana".

"O Grupo do Rio exorta todos os setores sociais e políticos do Haiti a contribuírem para a preservação e o fortalecimento da democracia, na busca dos acordos necessários para a solução de problemas existentes, com vistas à consolidação da institucionalidade democrática e da ordem constitucional", diz ainda o comunicado.

 
 
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