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Atualizado às: 17 de fevereiro, 2004 - 17h16 GMT (14h16 Brasília)
 
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França pode enviar forças de paz para o Haiti
 
Rebelde em Gonaive
Rebeldes querem que o presidente Aristide renuncie ao cargo
A França afirma que está considerando a possibilidade de participar de uma força de paz para solucionar a crise no Haiti.

O ministro do Exterior francês, Dominique de Villepin, disse que estabeleceu um centro em Paris para monitorar a situação no Haiti e estava tentando encontrar a melhor forma de responder à crise no país.

Villepin afirmou que a experiência da França em intervenções humanitárias em situações em seus territórios na região caribenha, como a Guiana Francesa, tornam tal ajuda possível.

Mas, segundo correspondentes, a França não tem muita experiência no envio de soldados ao Caribe e pode estar tentando convencer o governo americano a se envolver no problema.

Ajuda

Os comentários do ministro do Exterior francês ocorrem depois de o presidente do Haiti, Jean Bertrand Aristide, pedir ajuda à comunidade internacional para conter a revolta armada no país.

Pelo menos 50 pessoas morreram em conflitos desde que a crise começou, no início de fevereiro.

Aristide sugeriu que seja enviada uma força policial internacional, que seria coordenada pela Organização dos Estados Americanos (OEA), no que chamou de luta contra o terrorismo.

A República Dominicana, que fechou sua fronteira com o Haiti, também pediu apoio internacional.

Violência

Nesta terça-feira, há informações de que os rebeldes teriam tomado a maioria das estradas que dão acesso à região de Artibonite, no norte do país, principal área de produção de alimentos.

Em Hinche, no centro do Haiti, os oponentes do presidente atacaram a delegacia de polícia, deixando três pessoas mortas, incluindo o chefe do distrito, Jonas Maxime.

Desde o dia 5 de fevereiro, Gonaive, a quarta maior cidade do país, está sob controle de rebeldes armados.

Os rebeldes e grupos oposicionistas querem que o presidente Aristide renuncie ao cargo.

Em uma entrevista coletiva nesta segunda-feira, o presidente se negou a dar qualquer detalhe sobre os planos que seriam usados para lidar com a rebelião. Ele apenas disse que não pretende usar violência.

“Um grupo de terroristas está acabando com a ordem democrática”, afirmou. “Nós temos a responsabilidade de usar a lei e o diálogo para achar um caminho de paz.”

 
 
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