As imagens dos protestos contra Donald Trump que reúnem milhares nos EUA

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- Author, Sakshi Venkatraman
- Tempo de leitura: 5 min
Grandes protestos contra o governo Trump ocorrem neste sábado (28/3) em cidades de todo os Estados Unidos, marcando a terceira edição dos atos No Kings, que anteriormente reuniram multidões na casa dos milhões.
Os organizadores afirmam que protestam contra políticas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, incluindo a guerra no Irã, a aplicação federal de leis de imigração e o aumento do custo de vida.
"Trump quer nos governar como um tirano. Mas esta é a América, e o poder pertence ao povo — não a aspirantes a rei ou seus comparsas bilionários", disseram os organizadores.
Um porta-voz da Casa Branca chamou os protestos de "sessões de terapia da 'Síndrome de Desarranjo por Trump'" e disse que as únicas pessoas que se importam "são os repórteres que são pagos para cobri-los".

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Ao longo do dia, manifestações ocorrem em quase todas as grandes cidades dos EUA, incluindo Nova York, Washington DC e Los Angeles.
Os atos já começaram em Washington DC e em outras cidades, com multidões marchando para a capital do país a partir da vizinha Arlington, na Virgínia. Manifestantes têm se alinhado nas escadarias do Memorial Lincoln e lotado o National Mall.
Assim como nas edições anteriores do No Kings, manifestantes exibem esculturas dos rostos de Trump, do vice-presidente JD Vance e de outros integrantes do governo, pedindo sua destituição e prisão.

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Milhares lotaram a Times Square, em Nova York, enquanto uma marcha do No Kings percorreu o bairro de Midtown, em Manhattan.
A polícia teve de fechar as ruas normalmente movimentadas para dar passagem às multidões. Em outubro, o Departamento de Polícia de Nova York disse que mais de 100 mil pessoas se reuniram em todos os cinco distritos da cidade.

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A última manifestação No Kings, em outubro, reuniu quase sete milhões de pessoas em todo o país.
Vários estados mobilizaram a Guarda Nacional, mas os organizadores insistem que os eventos são pacíficos.
Desde que voltou à Casa Branca em janeiro, Trump ampliou o alcance do poder presidencial, usando ordens executivas para desmantelar partes do governo federal e mobilizando tropas da Guarda Nacional para cidades dos EUA, apesar das objeções de governadores estaduais.
No início deste ano, agentes federais de imigração em Minneapolis atiraram e mataram dois cidadãos americanos, Alex Pretti e Renee Good, provocando indignação e protestos em todo o país.

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O presidente também pediu às principais autoridades de aplicação da lei do governo que processem seus supostos inimigos políticos.
O presidente diz que suas ações são necessárias para reconstruir um país em crise e rejeitou acusações de que estaria se comportando como um ditador, classificando-as como histéricas. "Eles estão se referindo a mim como um rei. Eu não sou um rei", disse em entrevista à Fox News em outubro.
Mas críticos alertam que algumas das medidas de seu governo são inconstitucionais e uma ameaça à democracia americana.

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Multidões se reuniram tanto em grandes cidades quanto em pequenas cidades. Manifestações No Kings estão começando em Boston, Massachusetts, Nashville, Tennessee, e Houston, Texas. Outros grandes protestos em cidades são esperados ao longo do dia.
As ruas também estão tomadas por pessoas em cidades como Shelbyville, Kentucky, e Howell, Michigan, que tem uma população de cerca de apenas 10 mil habitantes.
Pessoas estão segurando cartazes protestando contra a guerra no Irã e contra o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) nos bairros.

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Americanos que vivem no exterior também estão se reunindo para protestar. Multidões se formaram em Paris, Londres e Lisboa, onde muitos seguram cartazes chamando o presidente de "fascista" e de "criminoso de guerra", além de pedir seu impeachment e afastamento do cargo.



























