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Atualizado às: 25 de novembro, 2008 - 10h14 GMT (08h14 Brasília)
 
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Banco Mundial reduz previsão de crescimento da China
 

 
 
Trabalhadora em fábrica chinesa
Queda das exportações já é sentida por empresas chinesas
O Banco Mundial revisou para baixo – de 9,2% para 7,5% – a sua estima de crescimento da economia da China em 2009, segundo um relatório divulgado nesta terça-feira pela entidade.

Se confirmada a previsão, seria o ritmo de crescimento mais baixo observado no país desde 1990.

O documento sugere que apesar de a expansão de 7,5% ser considerada "baixa" para os padrões da China, esse desempenho ainda é muito superior aos níveis que deverão ser registrados no Ocidente e colocará o país em uma situação relativamente confortável no período de recessão internacional que se aproxima.

Apesar da posição vantajosa em relação à Europa e os Estados Unidos, o governo da China tem tomado providências para garantir que o desenvolvimento da economia não esfrie ainda mais.

Incentivo

Pequim está discutindo com o Banco Mundial empréstimos e linhas de crédito para a China e outros emergentes, para garantir recursos para obras estatais que possam gerar empregos e incentivar o consumo, disse o presidente da instituição na China, David Dollar.

De acordo com o estudo da organização, mais de 50% das exportações chinesas têm como destino países emergentes. A desaceleração econômica dos emergentes deve provocar uma queda na produção e fechamento das empresas chinesas.

No começo do mês, o governo anunciou um pacote de estímulo no total de US$ 586 bilhões, que inclui forte investimento em obras de infra-estrutura e subsídios ao consumo nas classes urbana e rural.

Essas medidas e outros gastos estatais terão forte impacto na economia, prevê o Banco Mundial.

"Nossa previsão para 2009 é de um crescimento do PIB por volta de 7,5% e mais da metade disso se origina em gastos influenciados pelo governo", afirmou o economista sênior e principal autor do relatório, Louis Kuijs.

Dollar, o presidente da organização na China, elogiou a iniciativa do governo e comentou as medidas do pacote.

"A ênfase será em acelerar e aumentar a infra-estrutura e outros investimentos", disse em uma declaração à imprensa.

"Muitos projetos focarão em um desenvolvimento amplo de longo prazo e na melhoria do padrão de vida" completou.

Tendência negativa

O relatório ainda afirma que apesar do mercado financeiro na China ser isolado e fortemente controlado, a economia como um todo não é independente do resto do mundo e, portanto, não conseguirá se "descolar" da tendência negativa que abala os Estados Unidos, Europa e Japão.

A estimativa da instituição é de que a economia mundial encerre 2008 com um crescimento de 3% – reduzindo 1,1 ponto percentual dos 4,1% observados em 2007 – e chegue a regredir mais ainda, registrando crescimento de apenas 1% no ao que vem.

O Banco Mundial também estima que os níveis de investimento privado terão retração significativa no ano que vem e o mercado imobiliário "seguirá enfraquecendo".

A inflação, no entanto, não será um problema, aponta o relatório.

O índice tem retrocedido rapidamente e registrou 4% em outubro passado, menos da metade dos 8,7% observados em fevereiro.

No começo deste ano as lideranças chinesas anunciaram que combater a alta nos preços e esfriar a economia, que estava superaquecida, era a prioridade, mas com a perspectiva de crise mundial o cenário se inverteu e Pequim não se preocupa mais com o índice de preços ao consumidor.

 
 
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