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Atualizado às: 14 de outubro, 2008 - 00h10 GMT (21h10 Brasília)
 
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Mantega crê em crescimento 'realista' para 2009
 

 
 
O ministro da Fazenda, Guido Mantega
Para Mantega, bancos do Brasil estão em situação sólida
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta segunda-feira em Washington, que o crescimento econômico brasileiro será afetado pela crise econômica global.

Mas o ministro acrescentou que prevê uma desaceleração ''realista'' para 2009 e não um declínio tão grave quanto o estimado pelos ''analistas pessimistas''.

Os comentários de Mantega foram feitos durante uma entrevista coletiva concedida após um evento promovido pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, no hotel Mayflower, em Washington, nesta segunda-feira.

''Eu não trabalho com (crescimento de) 2% ou 2,5%. Essas são as projeções pessimistas costumeiras. Vários desses analistas pessimistas falaram que o Brasil só iria crescer 3% em 2006 e 2007. E crescemos 5%.''

''Eu sou realista, não sou otimista. Nós temos condições concretas de contornar os problemas, como estamos contornando, aumentando liquidez, aumentando créditos em dólar e mantendo a estabilidade fiscal'', afirmou.

O ministro reconheceu que haverá uma desaceleração ainda neste ano ''que não será pequena, porque neste primeiro semestre nós crescemos 6%, e, no segundo, deveremos crescer entre 4% e 4,5%, o que é uma boa desaceleração. Mas voltaremos a crescer nos próximos meses''.

Bancos

O ministro afirmou que, ao contrário da maior parte das instituições financeiras americanas e européias, os bancos brasileiros passam por uma situação mais segura.

"Pelo que estou vendo, os nossos bancos estão entre os mais sólidos. Mais do que os americanos, ingleses, alemães e europeus, de modo geral. Eles (os bancos brasileiros) têm alavancagem menor e rentabilidade maior e são submetidos a regras muito mais rigorosas de fiscalização."

De acordo com o ministro, a situação estável não se restringe às instituições financeiras brasileiras de grande porte, devido a ações tomadas pelo governo.

''As primeiras medidas que nós tomamos, em matéria de liquidez, foram justamente voltadas para os bancos médios e pequenos, porque eles têm menos capacidade de arranjar crédito. São os primeiros a serem afetados, eles dependem dos bancos grandes, de aplicações externas, de bancos de investimento.''

''Então, nós liberamos R$ 23 bilhões em compulsórios, que eram direcionados justamente para isso'', afirmou, em referência aos depósitos compulsórios, que têm de ser mantidos no Banco Central.

''Não tem nenhum banco falindo. Agora, se você pisar no tubo de oxigênio e diminuir a liquidez, é claro que pode levar ao problema.''

 
 
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