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Atualizado às: 01 de outubro, 2008 - 13h29 GMT (10h29 Brasília)
 
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América Latina ajuda empresas da Espanha a enfrentar crise
 

 
 
Banco Santander
Bons resultados no Brasil beneficiaram o maior banco do país
Apesar das previsões de que a Espanha terminará 2008 em recessão, as maiores instituições privadas do país têm conseguido respirar em pleno vendaval financeiro internacional - principalmente graças aos resultados de filiais latino-americanas.

Um relatório recente da Comissão Européia de Economia prevê para os espanhóis dois trimestres consecutivos de crescimento negativo: retração de 0,1% e 0,3%; e taxas de inflação de 5% e 4% para os meses finais de 2008.

O documento apresentado em Bruxelas no início de setembro diz ainda que a Espanha será o último país da área do euro a sair da crise.

Mas as grandes empresas espanholas, como o Banco Santander e a Telefónica, não só estão se salvando como ainda poderão fechar seus balanços com resultado positivo, graças às operações na América Latina.

Inflação

O Banco Santander, que tem cerca de um terço de seus ativos no Brasil, espera terminar o ano com lucro bruto de 10 bilhões de euros e mantém a expectativa de crescimento de 15%.

Segundo o presidente do Santander, Emílio Botín, a crise atual é "o período mais difícil já visto por toda uma geração de banqueiros" e a economia espanhola está reagindo "pior do que se esperava".

Mas, para Botín, o banco sobrevive porque "está melhor preparado do que muitos de seus concorrentes". Uma das razões para o otimismo do Santander aparece nos resultados das filiais de Brasil e México.

Apesar da queda de 15,4% das ações nos últimos 18 meses (enquanto a perda média dos títulos dos 20 principais bancos do mundo chegou aos 36%), o Santander obteve com a filial brasileira o seu melhor resultado trimestral: 262 milhões de euros de lucro.

Para o diretor da divisão de América do Santander, Francisco Luzón, a crise "não afetou as expectativas de crescimento da região", mas há uma advertência: controlar a inflação.

Luzón define como "crítica" a subida dos preços e recomenda aos governos de Brasil, México, Chile, Argentina, Colômbia, Peru e Venezuela "reconduzir a inflação para níveis abaixo dos 4%".

O executivo espanhol diz que o Santander "não renuncia a nenhuma de suas metas na América Latina": crescimento de 20% em 2009, aumento anual do volume de créditos entre 20% e 25% e dos depósitos entre 14% e 20%, mas acrescenta que também é preciso "ser muito prudente na atual conjuntura".

Cautela

A recomendação de cautela diante da situação econômica também é compartilhada por analistas financeiros.

"O Brasil conseguiu se isolar da crise", afirma Alejandro Varela, gestor de fundos da operadora financeira Renda 4, à BBC Brasil. "Tem bases sólidas fundamentais, cada vez maior autonomia dos Estados Unidos, e as matérias-primas continuam com preços altos. Mas é necessária certa precaução."

Mais do que precaução, a Telefónica encontrou na América Latina um refúgio em épocas de crise. Se o faturamento do último trimestre na Espanha subiu 1,4%, o aumento foi de 9,4% nas filiais sul-americanas.

Só no Brasil, a operadora ganhou 2,6 milhões de novos clientes em telefonia celular no primeiro semestre de 2008 - 66% a mais do que no ano passado.

O sucesso fez com que o investimento da empresa em banda larga e fibra ótica chegasse antes ao mercado brasileiro do que ao espanhol.

Governo

A resposta positiva das grandes empresas animou o governo socialista do primeiro-ministro José Luis Rodriguez Zapatero a criar uma campanha internacional para defender o país em tempos de crise.

Segundo o Palácio de la Moncloa (sede do governo), "a situação econômica da Espanha é melhor do que se crê no exterior" e o país vive um "grande descrédito" por causa da taxa de desemprego, da pressão inflacionária e da estagnação do setor da construção civil.

A campanha governamental "marca Espanha", que utiliza como referências o Santander e a Telefónica, já começou a dar frutos.

O jornal britânico Financial Times recomendou aos banqueiros internacionais na edição do último dia 30 "tomar lições espanholas", lembrando que o Banco Santander era um desconhecido uma década atrás e tornou-se um sobrevivente da crise mundial.

 
 
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