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Atualizado às: 30 de setembro, 2008 - 13h00 GMT (10h00 Brasília)
 
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Piratas da Somália trocam tiros à bordo de navio seqüestrado
 
Navio seqüestrado
O navio ucraniano seqüestrado transporta tanques e armas
Piratas somalis à bordo de um navio seqüestrado na costa do país trocaram tiros em uma disputa sobre o que fazer com a carga de tanques e armas do barco.

Os piratas seqüestraram o navio ucraniano, Faina, na semana passada, e exigiram um resgate de US$ 20 milhões.

Um porta-voz do Programa de Assistência a Navegantes da África Oriental, Andrew Mwangura, que está monitorando a situação, disse que três piratas morreram nos choques entre duas facções rivais.

Mwangura disse que os radicais à bordo querem manter a carga de 33 tanques e outras armas na Somália e os moderados preferem mater a exigência de um resgate. A maior preocupação da organização que acompanha os eventos é com a segurança da tripulação.

A embarcação está cercada por navios de guerra internacionais, determinados a impedir que a carga militar "caia nas mãos erradas". A Marinha dos Estados Unidos disse que tem embarcações a uma distância de 16 quilômetros do Faina.

Segundo Mwangura, os piratas estão se sentindo pressionados e a tensão aumenta. "Nós estamos pedindo à comunidade internacional e aos negociadores na área que recuem", afirmou.

Mais cedo, os piratas haviam dito que preferiam lutar a se render. "Eu alerto contra qualquer operação militar. Se nós formos atacados, nós vamos nos defender até a morte", disse um dos seqüestradores à BBC.

Um dos 21 tripulantes do navio morreu em conseqüência de uma doença.

Destino

O Faina está ancorado na costa somali, perto da cidade de Hoboyo. Há notícias desencontradas sobre para onde a sua carga seria levada.

O Quênia insiste que ela era destinada a suas Forças Armadas.

Mas outras fontes, inclusive um porta-voz da Marinha dos Estados Unidos, disseram que a carga era para o governo autônomo do Sul do Sudão, numa possível violação de um acordo de paz.

A Somália está sem um governo operante há 17 anos e sofre contínuos distúrbios. Clãs rivais e grupos armados lutam pelo poder.

As águas na costa são consideradas das mais perigosas do mundo - piratas seqüestraram quase 30 embarcações este ano e atacaram várias outras.

Até navios que transportam alimentos são alvo, o que vem dificultando o envio de suprimentos em caráter humanitário para até 3 milhões de somalis que necessitam de assistência.

Um porta-voz do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas disse que a agência fornece 90% da ajuda à Somália por mar e que seqüestros estão aumentando apesar do número de embarcações que patrulham as rotas marítimas.

 
 
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