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Atualizado às: 25 de agosto, 2008 - 13h15 GMT (10h15 Brasília)
 
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Violência vinculada ao tráfico de drogas preocupa Argentina
 
Tráfico de drogas
Autoridades temem que país se torne novo centro de produção
A morte de três empresários da indústria farmacêutica de Buenos Aires, suspeitos de envolvimento com narcotraficantes, contribuiu para aumentar a preocupação das autoridades argentinas sobre a ocorrência no país de violência associada ao tráfico de drogas.

Segundo a imprensa argentina, as mortes estariam relacionadas com uma vingança dos traficantes.

Os corpos foram encontrados numa vala na capital argentina, depois das vítimas terem sido seqüestradas e assassinadas.

Um dos mortos havia doado uma grande quantidade de dinheiro para a campanha da atual presidente, Cristina Kirchner, e outro já havia registrado queixa sobre ameaças de morte.

Segundo o correspondente da BBC em Buenos Aires Daniel Schweimler, a natureza calculada, fria e profissional dos assassinatos chocaram as autoridades da Argentina.

Novo centro

A preocupação sobre a violência relacionada ao tráfico de drogas havia começado semanas antes, quando dois traficantes colombianos foram baleados em um estacionamento de Buenos Aires.

Na mesma semana, a polícia argentina havia descoberto um laboratório de drogas pertencente a traficantes mexicanos.

De acordo com Schweimler, as autoridades argentinas temem que o país – que há muito tempo serve de ponto de passagem para drogas ilegais vendidas na Europa e na América do Norte – esteja se tornando um centro de produção.

Isso porque os governos dos países podutores tradicionais de drogas estão impondo restrições mais duras e os traficantes estariam aproveitando o controle alfandegário menos rígido da Argentina e movendo suas operações para o país.

Além disso, a imprensa argentina ressalta ainda que a venda de efedrina – usada na fabricação de drogas como o ecstasy e outras metanfetaminas – é permitida na Argentina e proibida em outros países como o México, por exemplo.

Schweimler ressalta que, apesar de o governo argentino negar que a “colombianização” esteja ocorrendo no país, o número crescente de assassinatos sugere uma versão diferente para a história.

 
 
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