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Atualizado às: 01 de agosto, 2008 - 19h54 GMT (16h54 Brasília)
 
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GM anuncia perdas de US$ 15,5 bi no 2º trimestre
 
Carros da GM
A alta no preço dos combustíveis prejudicou a indústria
A General Motors (GM), a maior montadora do mundo em vendas globais, anunciou nesta sexta-feira ter registrado um prejuízo líquido de US$ 15,5 bi no segundo trimestre deste ano.

O prejuízo foi registrado em meio a quedas de 20% nas vendas na América do Norte, onde os consumidores têm optado por comprar carros compactos e econômicos em vez de veículos maiores como são muitos dos modelos da montadora.

Parte das perdas é atribuída ao pagamento de US$ 3,3 bi em rescisões contratuais a 19 mil empregados que trabalhavam por hora e que deixaram a empresa no fim de junho.

Esse foi o terceiro maior prejuízo trimestral registrado na história da GM.

Reestruturação

No dia 15 de julho, a GM anunciou a mais recente etapa de seus planos de reestruturação, que incluem demitir milhares de trabalhadores, acelerar o fechamento de fábricas de caminhões e veículos utilitários esportivos (SUVs) e vender ativos.

Na sexta-feira, a empresa disse que pode oferecer uma nova rodada de demissões voluntárias e aposentadorias antecipadas para seus 74 mil funcionários nos Estados Unidos.

Cerca de 25% de seus funcionários nos Estados Unidos que trabalhavam por hora aceitaram a proposta na última rodada de demissões, que terminou no dia primeiro de julho.

O corte de funcionários é necessário porque a GM está tendo de reduzir sua produção devido à queda nas vendas de veículos, especialmente SUVs e caminhões.

Crise no setor

A GM não é a única empresa sofrendo com a crise no mercado automotivo.

Também nesta sexta-feira, a montadora alemã BMW avisou que seus lucros para este ano ficariam abaixo das previsões e disse que espera ter um 2009 "difícil".

No mesmo dia, a japonesa Nissan registrou quedas de 42,8% no seu lucro trimestral.

"Diante de um ambiente difícil, a Nissan permanece mais cautelosa sobre as perspectivas para a nossa indústria", disse o presidente Carlos Ghosn, que também dirige a parceira francesa da Nissan, a Renault.

A Nissan disse que está tentando limitar os efeitos da crise no mercado americano com aumento de preços, corte de empregos e redução na produção de caminhão.

 
 
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