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Atualizado às: 22 de julho, 2008 - 22h16 GMT (19h16 Brasília)
 
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Brasil só aceita subsídios dos EUA até US$13 bi
 

 
 
Celso Amorim
Celso Amorim lembra que o G20 pedia um corte para US$ 12 bilhões
O Brasil vai pressionar os Estados Unidos a reduzir ainda mais o limite sobre seus subsídios agrícolas para que não passe dos US$ 13 bilhões propostos no texto atual das negociações da Rodada Doha.

“Poderíamos iniciar negociações se eles chegarem ao nível mais baixo contemplado. Dentro do politicamente viável, US$ 13 bilhões se aproxima do razoável”, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, ao deixar a sede da Organização Mundial de Comércio (OMC) depois de um longo dia de reuniões.

Nesta terça-feira a negociadora comercial americana, Susan Schwab, melhorou sua oferta de corte da ajuda doméstica para US$ 15 bilhões - a anterior era de US$ 17 bilhões -, mas Amorim recordou que o G20 pedia um corte para US$ 12 bilhões.

Segundo o chanceler, a reunião desta terça-feira serviu para um intercâmbio de explicações entre os diferentes negociadores.

“Mostramos (aos Estados Unidos) que a proposta é o mesmo que duas vezes o que eles gastaram este ano e mais ou menos US$ 2,5 bilhões mais que a média (dos subsídios concedidos) desde 2002, incluindo 2008.”

Amorim comparou a oferta de Schwab a uma jogada de futebol americano: “Eles lançaram a bola, mas não suficientemente longe.”

Indústria

No capítulo de bens industriais, foi o Brasil quem deu explicações sobre as limitações que enfrenta para fazer novas concessões.

“A cobrança é nossa, de que as pessoas têm que entender o que a gente quer dizer”, afirmou o chanceler.

E a mensagem, segundo ele, é clara: “Cláusula de anti-concentração é uma má idéia”.

Essas cláusulas, que os países mais ricos querem incluir no acordo, limitariam o nível de flexibilidade com o qual os países em desenvolvimento poderiam proteger determinados setores da indústria na hora de aplicar os cortes de tarifas.

Pouco antes, o comissário europeu de Comércio, Peter Mandelson, comentou que o ponto negativo da reunião foi a resistência de “certos negociadores” em aceitar a atual proposta para o capítulo industrial.

“Mas acredito que até o final da noite esses pontos foram superados”, disse.

Para Amorim, a intensidade do dia de reuniões é um bom sinal da disposição geral para se chegar a uma conclusão. “Alguns podiam ter ido embora, mas todo mundo continuou aqui negociando”.

Os sócios da OMC continuarão expondo suas dificuldades e possibilidades de avanço na jornada de quarta-feira, que promete ganhar novo fôlego com a chegada do ministro indiano de Comércio, Kamal Nath.

Na sexta-feira o diretor geral da OMC, Pascal Lamy, deve circular entre os negociadores um novo texto, com as propostas revisadas. Mas, apesar de a reunião estar programada para concluir no sábado, ninguém se atreve a dizer se o cronograma poderá ser cumprido.

“É mais importante concluir (o acordo) que simplesmente ter um deadline específico e preciso. Mas claro que não podemos estar aqui para sempre”, disse Amorim.

 
 
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