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Atualizado às: 06 de junho, 2008 - 20h39 GMT (17h39 Brasília)
 
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Petróleo sobe US$ 11 e atinge recorde de US$ 139 em NY
 
Barris de petróleo
O barril do petróleo já subiu mais de 40% neste ano
O preço do barril de petróleo chegou a subir mais de US$ 11 apenas nesta sexta-feira e alcançou um novo recorde ao ser negociado a mais de US$ 139 no mercado de Nova York.

A alta, a maior já registrada em um dia, ocorreu depois da divulgação de novos dados sobre o desemprego nos Estados Unidos, que atingiu 5,5% da população economicamente ativa em maio.

O indicador levou a uma nova desvalorização da moeda americana, o que, por sua vez, estimulou mais investidores a vender dólares e a aplicar seu capital em petróleo, inflando o preço da commodity.

"Estamos acreditando em uma alta acentuada nos preços do petróleo", disse o analista Ole Slorer, do banco de investimentos Morgan Stanley, em um relatório a clientes.

O barril de petróleo vem registrando ganhos sucessivos nos últimos meses e já aumentou 40% só neste ano.

US$ 150 em julho

A disparada levou o Morgan Stanley a divulgar, também nesta sexta-feira, a previsão de que o barril será negociado a US$ 150 já em julho.

De acordo com o analista econômico da BBC Andrew Walker, um comentário de um dos vice-primeiro-ministros de Israel sobre um possível ataque ao Irã reforçou ainda mais a tendência de alta do petróleo nesta sexta-feira.

Um ataque do tipo provavelmente afetaria a oferta aos países que importam petróleo.

Outro motivo para a alta do produto seria o aumento da demanda por petróleo na China e na Índia.

"As exportações do Oriente Médio estão estáveis, mas a Ásia está tomando uma parcela sem precedentes", disse Slorer, do Morgan Stanley.

Estados Unidos

O editor para a América do Norte da BBC, Justin Webb, diz que o novo recorde no preço do petróleo é um lembrete para os Estados Unidos de que o país enfrenta sérios problemas econômicos e possivelmente uma recessão.

O país começou a enfrentar dificuldades no ano passado, com o início da crise do mercado de crédito imobiliário para pessoas consideradas de alto risco de inadimplência, o que provocou uma redução da oferta de crédito e prejuízos milionários em alguns bancos.

A confiança do consumidor americano foi afetada, reduzindo o consumo.

De quebra, com a alta do petróleo, ficou mais caro encher o tanque – algo essencial em algumas cidades americanas que dependem do transporte com automóveis.

 
 
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