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Clérigo iraquiano rejeita termos do governo para negociar
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O clérigo radical Moqtada Sadr, controlador de uma das principais milícias do Iraque, o Exército Mahdi, rejeitou neste domingo
pré-condições estabelecidas pelo governo iraquiano para iniciar um diálogo e encerrar a atual ofensiva oficial contra seus
homens.
O primeiro-ministro iraquiano, Nouri Maliki, havia dito que só dialogaria com líderes milicianos se eles concordassem com uma série de condições, como entregar as armas e os homens procurados pelas autoridades, e denunciar todos os outros envolvidos na violência. Um porta-voz de Moqtada Sadr disse que o clérigo rejeitou essas condições. Há semanas ele vem obedecendo um cessar-fogo com o governo iraquiano, apesar de relatos dando conta de que nem todos os seus homens respeitam o apelo. Do outro lado, o governo parece determinado a restringir a força dos grupos armados paralelos, muitos dos quais também estão envolvidos em crimes comuns e em brigas de quadrilhas. Há cerca de um mês, o primeiro-ministro Maliki ordenou uma ofensiva das forças iraquianas contra as milícias, incluindo o Exército Mahdi. Combates esparsos entre o grupo xiita e as tropas oficiais continuaram neste fim de semana em Cidade Sadr, no leste de Bagdá. Os últimos confrontos resultaram na morte de pelo menos oito pessoas, levando o total de mortos nas últimas semanas a mais de 400 só no reduto do clérigo. Forças iraquianas e americanas tentam expulsar os milicianos na tentativa de reduzir o número de ataques com morteiros na Zona Verde da capital, onde estão os prédios do governo iraquiano e de representações estrangeiras. Na sexta-feira, Moqtada Sadr emitiu um comunicado afirmando que todos os lados deveriam abaixar as armas, acrescentando que iraquianos não deviam estar lutando entre si. Recentemente, Moqtada Sadr chegou a ameaçar declarar guerra aberta caso os ataques contra seus seguidores não fossem interrompidos. Depois, o clérigo afirmou que a ameaça era direcionada somente aos americanos, e não às forças iraquianas. |
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