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Atualizado às: 15 de março, 2008 - 11h47 GMT (08h47 Brasília)
 
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Conservadores saem na frente em eleição iraniana
 
Mulheres votam em eleição iraniana
Governo diz que comparecimento foi alto, mas não há indícios
O Irã divulgou neste sábado os primeiros resultados de suas eleições parlamentares, realizadas na sexta-feira sem a presença de muitos candidatos reformistas barrados pelas autoridades eleitorais do país.

Candidatos conservadores e ligados aos ideais da Revolução Islâmica estão à frente na contagem dos votos, como esperavam analistas e observadores.

Mais de 4,6 mil candidatos competem por 290 lugares no Parlamento iraniano. Mas quase 40% dos 7.597 candidatos que originalmente se inscreveram foram desqualificados em um sistema que reprovou qualquer um que tivesse um passado considerado inadequado para um parlamentar.

A maioria dos candidatos rejeitados são reformistas.

Mesmo assim, disse o repórter da BBC em Teerã Jon Leyne, os reformistas parecem estar tendo um desempenho melhor que o esperado. O resultado final levará dias para ser divulgado.

Autoridades eleitorais disseram à BBC que o comparecimento foi relativamente alto – 65%, acima dos 51% que votaram nas eleições anteriores. O governo iraniano queria pelo menos repetir a taxa de comparecimento, para dar legitimidade ao pleito.

Mas Jon Leyne disse que não havia evidências deste comparecimento. As salas eleitorais não estavam cheias, e muitas pessoas expressavam indiferença em relação aos candidatos e propostas.

"A suspeita é que o governo tenha maquiado as figuras ou dado incentivos para persuadir mais partidários no interior do país", reportou o correspondente.

Expectativa

Correspondentes acreditam que pode ocorrer uma disputa entre setores conservadores rivais, com ex-integrantes da Guarda Revolucionária (setor de elite das Forças Armadas iranianas) conquistando espaços que eram de grupos religiosos e se tornando o maior grupo político do Parlamento.

A posição do supremo líder, o aiatolá Ali Khamenei, também deve se fortalecer com a eleição de uma nova geração de parlamentares linha-dura.

Desde a revolução de 1979, o poder político do Irã está nas mãos dos aiatolás, os maiores líderes religiosos da vertente xiita do islamismo.

Apesar de ser criticado pela forma como tratou de temas econômicos, o governo conservador de Ahmadinejad não deve ser ameaçado com essas eleições. Novas eleições presidenciais estão marcadas para o ano que vem.

Entretanto, seja qual for a composição do novo governo, não deve haver mudanças em relação a assuntos como a política externa ou a questão nuclear.

 
 
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