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Atualizado às: 14 de março, 2008 - 19h25 GMT (16h25 Brasília)
 
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Banco americano recebe empréstimo de emergência
 
George W. Bush
Bush reiterou que economia 'enfrenta tempos difíceis'
Um dos principais bancos de investimento dos Estados Unidos, o Bear Stearns, recebeu nesta sexta-feira fundos de emergência, no mais recente sinal de que a crise de retração de crédito está afetando seriamente corporações financeiras americanas.

Segundo o diretor-executivo do Bear Stearns, Alan Schwartz, os recursos virão de um rival, o JP Morgan Chase, e do New York Federal Reserve Bank. O montante da ajuda não foi revelado.

"Nós demos este importante passo para restaurar a confiança na nossa instituição dentro do mercado, fortalecer a nossa liquidez e nos permitir continuar a operar normalmente", afirmou Schwartz.

Rumores sobre a situação do Bear Stearns vinham circulando há vários dias no mercado financeiro, segundo o analista econômico da BBC, Andrew Walker.

Surgiram até informações de que algumas outras instituições financeiras não queriam negociar com a companhia, que é um dos bancos de investimento mais antigos de Wall Street.

Schwartz tentou tranquilizar os mercados, mas, no comunicado em que anunciou o empréstimo, disse que a liquidez do banco se deteriorou de maneira significativa recentemente.

Com a notícia, as ações do Bear Stearns - que esteve no centro da crise das hipotecas de risco nos Estados Unidos - apresentaram uma desvalorização de cerca de 50%.

Discurso de Bush

Pouco depois do anúncio do empréstimo de emergência ao banco, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, voltou a admitir que a economia do país "obviamente passa por um momento difícil".

Mas, em discurso a empresários em Nova York, Bush afirmou que a economia americana é "resiliente" e se disse otimista de que o forte crescimento será retomado.

Segundo Bush, seria errado o governo intervir no mercado imobiliário porque isso impediria os mercados de se corrigirem sozinhos.

Bush reiterou ainda seu pedido ao Congresso para que aprove o acordo de livre comércio com a Colômbia.

De acordo com o presidente americano, se isso não acontecer, os aliados regionais dos Estados Unidos podem ver a situação como um sinal de que o país não merece confiança.

 
 
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