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Atualizado às: 20 de fevereiro, 2008 - 09h59 GMT (07h59 Brasília)
 
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Para Cuba, Brasil pode ser alternativa à Venezuela, diz artigo no 'Washington Post'
 
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou Fidel Castro em janeiro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou Fidel Castro em janeiro
O jornal americano Washington Post traz em sua edição desta quarta-feira um artigo que comenta a "política punitiva fracassada" dos Estados Unidos em relação a Cuba e que diz que o Brasil poderá ser uma alternativa à dependência de Cuba da Venezuela.

O artigo, intitulado “Nossa fracassada política de punição” e assinado pela pesquisadora do Lexington Institute Anya Landau French, cita o Brasil como exemplo de países que, ao contrário dos Estados Unidos, optaram por manter relações construtivas com Cuba e poderiam se beneficiar com isso.

“Alguns países amigos dos Estados Unidos já se adiantaram. A Espanha começou um diálogo sobre direitos humanos em Cuba. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que recentemente ofereceu a Cuba uma linha de crédito de US$ 1 bilhão dá à ilha uma alternativa possível à sua dependência no presidente venezuelano Hugo Chávez.”

“Hoje, Venezuela, China, Canadá, Espanha e Brasil têm presença robusta na ilha”, continua o artigo, defendendo que o próximo presidente americano retome algum tipo de relação com a ilha para não ficar a ver navios. “O próximo presidente americano tem uma escolha pela frente: Continuar uma política para Cuba enraizada nas sanções ineficientes, ou criar uma política americana para novas possibilidades.”

O artigo diz que a renúncia do presidente cubano Fidel Castro, em seus próprios termos, anunciada na terça-feira, demonstrou que “os esforços dos Estados Unidos para isolar o país e derrubar seu governo socialista fracassaram”.

Segundo a autora, tratar Cuba com a proposição “ou tudo ou nada” não trouxe nada aos Estados Unidos, nem em termos de interesse, nem em termos idealísticos.

Ela ainda aconselha medidas para que o próximo presidente americano aumente a influência do país em Cuba em nome da segurança nacional do país: “diminuir o fluxo de imigrantes ilegais, aumentar a segurança em torno da base americana de Guantánamo, impedir nas águas territoriais cubanas o trânsito de traficantes de drogas que seguem para os Estados Unidos e proteger a costa da Flórida de danos ambientais causados pela exploração estrangeira de petróleo nas águas cubanas.”

“O diálogo nessas questões de segurança poderia levar a resultados diretos e à construção de contatos e confiança que poderiam colocar a próxima administração americana em posição de avançar mais eficientemente em outros interesses.”

'The Guardian'

O futuro das relações entre os EUA e Cuba também é o foco de um texto assinado por Ignacio Ramonet, biógrafo de Fidel Castro, e publicado nesta quarta-feira pelo jornal britânico The Guardian.

Ramonet especula que "para mudanças (nas relações entre EUA e Cuba)", olhe para Obama”.

Ele diz que “dos Estados Unidos pode vir uma mudança política notável, com o pré-candidato democrata Barack Obama já tendo sinalizado sua vontade de negociar com inimigos ou adversários dos Estados Unidos, seja o Irã, a Venezuela ou Cuba”.

Para Ramonet, qualquer que venha ser o próximo presidente dos Estados Unidos, o país terá que "reavaliar a sua política externa e, provavelmente, voltar seu foco para a América Latina".

“Os Estados Unidos vão encontrar uma situação mudada: pela primeira vez, Cuba tem amigos genuínos nos governos da América Latina, principalmente Venezuela, mas também no Brasil, Argentina, Nicarágua e Bolívia, um grupo de governos que não são, particularmente, pró-Estados Unidos.”

“Está no interesse dos Estados Unidos redefinir suas relações com todos eles: não-colonial, não exploradora e baseada em respeito.”

 
 
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