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Chávez ameaça parar de enviar petróleo aos EUA
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O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ameaçou neste domingo cortar o abastecimento de petróleo aos Estados Unidos se este
país continuar com o que qualificou de "guerra econômica" contra a Venezuela.
Chávez se referiu ao fato de a petrolífera americana Exxon-Mobil exigir em tribunais internacionais o pagamento de uma compensação após sua saída de um consórcio venezuelano de exploração de petróleo na Faixa do Orinoco (uma região da Venezuela que pode abrigar a maior reserva petrolífera do mundo). A Exxon-Mobil não aceitou as regras dos novos contratos de exploração de petróleo estabelecidos após a nacionalização, que prevêem que a PDVSA (estatal do petróleo venezuelana) fique com a maioria acionária dos projetos de exploração. A disputa teve início nesta sexta-feira, quando a Exxon-Mobil anunciou ter obtido um parecer favorável de tribunais de Grã-Bretanha, Holanda e Antilhas para o congelamento de US$ 12 bilhões em ativos da PDVSA nesses países. O governo venezuelano acusa a petrolífera americana de "terrorismo judicial" e nega o congelamento de seus ativos.
"Se vocês nos congelam, se chegam de verdade a congelar (os ativos da PDVSA), se nos fazem mal, nós também vamos lhes fazer mal. Sabem como? Não enviaremos uma só gota de petróleo aos Estados Unidos", disse Chávez. Revolução O presidente venezuelano afirma que a disputa entre as petroleiras estaria vinculada com o interesse dos Estados Unidos em debilitar seu projeto de revolução. "Não se afundará a PDVSA, não se afundará a Venezuela, não se afundará esta revolução", disse Chávez, no sábado. Quatro grandes companhias que operavam no Orinoco antes da nacionalização - a americana Chevron, a britânica British Petroleum, a francesa Total e a norueguesa Statoil - aceitaram as regras dos novos contratos. A Venezuela é o quarto maior fornecedor de petróleo cru ao mercado dos EUA. O presidente venezuelano disse que se a "guerra econômica" contra a Venezuela continuar, o preço do petróleo poderia chegar
a US$ 200. |
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