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Atualizado às: 03 de fevereiro, 2008 - 23h07 GMT (21h07 Brasília)
 
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Farc anunciam libertação de mais três reféns
 
Clara Rojas
Clara Rojas foi libertada pelas Farc em 10 de janeiro.
O ministro da Justiça colombiano, Carlos Holguin, afirmou que o governo irá cooperar com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) para garantir a libertação de mais três reféns.

A declaração foi feita depois que as Farc anunciaram a libertação dos ex-congressistas colombianos Gloria Polanco de Lozada, Luis Eladio Pérez e Orlando Beltrán, seqüestrados em 2001.

No comunicado transmitido pela televisão colombiana e assinado pelo Secretariado do Estado-Maior Central das Farc, a guerrilha declarou que a entrega seria feita na Colômbia e pediu a presença do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e da senadora colombiana Piedad Córdoba, ou de seus representantes.

Ao declarar a cooperação da Colômbia no processo, Holguin afirmou que a libertação dos reféns é mais importante que a atual crise diplomática entre Bogotá e Caracas.

Detalhes

Segundo as Farc, a libertação, ainda sem data definida, iria acontecer por razões de saúde e como um gesto de reconhecimento aos esforços de Chávez e Córdoba.

O grupo não declarou se a Cruz Vermelha irá participar da entrega dos reféns.

Segundo o comunicado, "para garantir o sucesso desta gestão e para prevenir os riscos envolvidos", o grupo irá organizar os processos necessários com antecedência e informam que trabalharão "sem pressa nem descanso".

Libertação

No dia 10 de janeiro, as Farc libertaram a ex-candidata à vice-presidência do país Clara Rojas e a ex-congressista Consuelo González Perdomo.

A libertação das duas mulheres marcou a primeira vez na história do conflito colombiano que as Farc libertam um grupo de reféns de maneira incondicional e unilateral.

Em dezembro, a guerrilha anunciou que entregariam os reféns como um “ato de desagravo” ao presidente Chávez e aos familiares dos reféns, em resposta à decisão de Uribe de terminar com a mediação do presidente venezuelano no acordo humanitário entre a guerrilha e o governo da Colômbia.

 
 
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