BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
 
Atualizado às: 30 de janeiro, 2008 - 12h16 GMT (10h16 Brasília)
 
Envie por e-mail   Versão para impressão
Senado afegão apóia condenação à morte de jornalista por blasfêmia
 
Bandeira afegã
Constitucionalidade do caso foi questionada
O Senado afegão apoiou a condenação à morte de um jornalista julgado por blasfêmia no norte do Afeganistão.

Pervez Kambaksh, de 23 anos, foi condenado na semana passada por baixar e distribuir na Internet um artigo que criticava a relação do Islã com mulheres - e que foi visto como ofensivo à religião. O jornalista nega a acusação.

A ONU criticou a sentença e disse que o jornalista não contou com advogado de defesa durante o caso.

O governo afegão afirmou que a sentença não era final e um porta-voz disse recentemente que o caso seria analisado “cuidadosamente”.

Apoio

O apoio à sentença foi divulgado através de uma nota do Senado. A questão não chegou a ser levada à votação. A nota foi assinada pelo líder do Senado, Sibghatullah Mojaddedi, um aliado do presidente Hamid Karzai.

A declaração afirma que a Câmara Alta afegã aprova a pena de morte determinada pelo tribunal da cidade de Mazar-e-Sharif.

A declaração também critica duramente o que chamou de “instituições” e “fontes estrangeiras” que teriam tentado pressionar o governo do país e seu sistema judiciário quando eles perseguem "pessoas como Kambaksh".

Alguns governos e organizações internacionais pediram que a sentença seja revogada.

Um especialista legal, Wadeer Safi, disse à BBC que o Parlamento não tem autorização constitucional para intervir no caso. Safi disse temer que a declaração pudesse ameaçar a independência dos juízes.

O irmão de Pervez Kambaksh, Yacoub, disse à BBC que o jornalista não teve um julgamento justo, ou um advogado de defesa.

Mas o governo provincial de Mazar-e-Sharif afirma que o caso foi tratado de forma correta.

Kabaksh pode apelar em pelo menos mais duas instâncias e, para ser cumprida, a sentença precisa ser aprovada pelo presidente Hamid Karzai.

O jovem estuda na universidade de Balkh e trabalha como jornalista para o Jahan e Naw (Novo Mundo). Ele foi preso em 2007 depois de baixar material relacionado a mulheres em sociedades islâmicas.

 
 
Mulher iraquiana (Foto: Arquivo) 'Repressão'
Extremistas atacam mulheres em cidade do Iraque.
 
 
Modelo afegã Sem burca
Programa escolhe modelos afegãs.
Veja
 
 
Afegãs lutam boxe Boxe pela paz
Afegãs lutam para superar violência.
Veja
 
 
Paquistão
Barbeiros param de raspar barba.
Veja
 
 
NOTÍCIAS RELACIONADAS
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
 
 
Envie por e-mail   Versão para impressão
 
Tempo | Sobre a BBC | Expediente | Newsletter
 
BBC Copyright Logo ^^ Início da página
 
  Primeira Página | Ciência & Saúde | Cultura & Entretenimento | Vídeo & Áudio | Fotos | Especial | Interatividade | Aprenda inglês
 
  BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
 
  Ajuda | Fale com a gente | Notícias em 32 línguas | Privacidade