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Atualizado às: 13 de janeiro, 2008 - 10h16 GMT (08h16 Brasília)
 
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Chávez: 'Conflito na Colômbia não tem solução militar'
 

 
 
Clara Rojas com o presidente Hugo Chávez
Clara Rojas com o presidente Hugo Chávez
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse neste sábado que o conflito na Colômbia não será resolvido pela força militar e voltou a pedir que as guerrilhas sejam reconhecidas como grupos políticos e não como terroristas.

"Aquele que conhece a história recente da Colômbia e a situação real das forças insurgentes (…) poderá concluir, sem muita dificuldade, que esse conflito não tem solução militar”, disse Chávez, durante o Congresso de fundação de seu partido.

O presidente venezuelano voltou a pedir ao governo da Colômbia que mande um sinal reconhecendo politicamente as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e ao Exército de Libertação Nacional (ELN).

"Isso é um passo imprescindível, porque enquanto o governo da Colômbia continuar dizendo que são grupos terroristas e que devem ser exterminados (…), que paz se pode, onde se pode abrir uma porta para a paz”, disse.

Grupos colombianos

Nesta sexta-feira, quando Chávez lançou seu pedido a todos os países, o governo da Colômbia descartou com veemência a proposta, considerada como “insólita”.

"Todos os grupos violentos da Colômbia são terroristas", disse um comunicado lido pelo porta-voz do presidente Álvaro Uribe, Cesar Mauricio Velásquez.

"O governo da Colômbia, com suas Forças Armadas e sua Constituição, continuará a luta até derrotar estes grupos terroristas que receberam as mais generosas ofertas de paz, como demonstra o tratamento cheio de solidariedade a 46 mil desmobilizados", afirmou a nota oficial.

As Farc libertaram de maneira incondicional nesta quinta-feira a Clara Rojas e Consuelo González de Perdomo, mantidas em cativeiro por seis anos.

Para os familiares dos seqüestrados, a libertação das duas mulheres pode abrir o caminho para um acordo humanitário que prevê a libertação de 43 reféns em troca de 500 guerrilheiros presos.

Para realizar o acordo, as Farc exigem que o governo desmilitarize uma zona de 780 km2 para que a guerrilha e representantes do governo se reúnam para negociar.

A retirada militar é um dos entraves ao acordo. O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, se opõe a atender a exigência.

 
 
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