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Atualizado às: 10 de janeiro, 2008 - 15h16 GMT (13h16 Brasília)
 
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Negociação para pôr fim à crise fracassa no Quênia
 
John Kufuor, presidente da União Africana e Mwai Kibaki, presidente reeleito do Quênia
O mediador Kufuor (esq.) afirmou que os dois lados querem dialogar
As negociações entre governo e oposição do Quênia para acabar com a crise política do país terminaram sem resultados nesta quinta-feira.

O presidente reeleito Mwai Kibaki e o líder de oposição, Raila Odinga, que questionou o resultado das eleições de dezembro, estavam tentando negociar um fim para o impasse, sob mediação do presidente de Gana e da União Africana, John Kufuor.

Segundo Kufuor, apesar da falta de resultados, os dois lados concordaram em continuar os trabalhos sob a supervisão de um grupo de personalidades africanas que inclui o ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan.

"Os dois lados concordaram que é preciso acabar com a violência, os dois condenam a violência e também concordam que é preciso haver diálogo e que este diálogo deve ocorrer sob os auspícios de um grupo de africanos importantes", disse o presidente da União Africana.

Novo ministério

Partidários do governo e da oposição confirmaram à BBC o fracasso das negociações.

Segundo um porta-voz do governo, Kufuor passou horas reunido com Odinga, mas não conseguiu convencer o líder de oposição a se encontrar com o presidente reeleito.

Mwai Kibaki, o presidente reeleito em dezembro, afirma que venceu as eleições de forma justa.

Mas, a oposição acusa Kibaki de ter fraudado as eleições e defende a realização de uma nova votação.

Cerca de 600 pessoas morreram em uma série de protestos e confrontos violentos no país que eclodiram logo depois do anúncio dos resultados das eleições de 27 de dezembro.

Ainda nesta quinta-feira os novos ministros de parte do novo gabinete de governo de Kibaki assumiram seus postos. Outros ministérios ainda estão vagos, o que levou à especulação de que seriam oferecidos à oposição.

Mas Raila Odinga não reconhece o gabinete de governo e se recusa a participar do governo de Kibaki.

 
 
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