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Atualizado às: 06 de janeiro, 2008 - 14h58 GMT (12h58 Brasília)
 
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Observadores europeus avalizam eleição na Geórgia
 
o líder opositor Levan Gachechiladze
Gachechiladze convocou eleitores a realizar manifestações pelo país
Observadores europeus das eleições presidenciais da República da Geórgia disseram neste domingo que a votação da véspera esteve de acordo com os padrões internacionais e seguiu os requisitos democráticos.

Mas, apesar disso, os observadores da OSCE (Organização para Segurança e Cooperação na Europa) disseram que a votação apresentou problemas que precisam ser resolvidos.

A oposição da Geórgia havia convocado convocou neste domingo seus simpatizantes a realizar grandes protestos nas ruas do país após acusar as autoridades de tentar fraudar as eleições presidenciais do sábado.

As pesquisas de boca-de-urna indicam que o presidente Mikhail Saakashvili venceu o pleito, possivelmente por uma margem suficiente para evitar um segundo turno.

Mas o líder opositor Levan Gachechiladze disse que as pesquisas foram “falsificadas”.

A eleição era considerada como um teste democrático para a ex-república soviética após o governo ter reprimido recentes protestos da oposição.

Gachechiladze, líder de uma coalizão de nove partidos que teriam recebido cerca de 28% dos votos, segundo as pesquisas, disse ter indicações de várias violações em todo o país.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos pediu calma aos manifestantes até que o resultado das eleições fossem divulgados e pudessem ser avaliados pelos observadores internacionais para determinar se a votação foi “livre e justa”.

Celebração

Segundo o correspondente da BBC em Tbilisi, capital da Geórgia, havia um clima de celebração na sede da campanha do presidente Saakashvili, com pessoas agitando bandeiras e carros soando suas buzinas.

Nenhum resultado oficial foi ainda divulgado. Os analistas estão pedindo cautela em relação às indicações, já que 20% dos entrevistados na pesquisa de boca-de-urna se recusaram a dizer em quem haviam votado.

As autoridades negaram as acusações de fraude, e o presidente em exercício, Nino Burjanadze, disse à BBC que as eleições haviam sido “livres, justas e democráticas”.

Saakashvili convocou eleições antecipadas numa tentativa de provar suas credenciais democráticas após fortes protestos da oposição terem sido reprimidos em novembro.

Referendo

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Além de votar para presidente, os georgianos votaram em um referendo sobre se deveriam ter uma eleição parlamentar nos próximos meses e se o país deveria entrar para a Otan, a aliança militar ocidental.

Centenas de observadores estrangeiros acompanharam a votação.

Saakashvili, um advogado formado nos Estados Unidos, chegou ao poder em 2003, após protestos populares que ficaram conhecidos como “a Revolução Rosa”.

Durante seu governo, o país fortaleceu suas relações com a Otan e com a União Européia, mas as relações com a Rússia enfrentaram turbulências e, como conseqüência, a economia da Geórgia foi fortemente atingida por causa de uma proibição russa à importação de bens georgianos.

 
 
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