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ONU não consegue romper impasse sobre Kosovo
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Os Estados Unidos e a União Européia (UE) admitiram o fracasso na busca de um acordo sobre o futuro da província sérvia de
Kosovo e disseram que não há mais motivo para prosseguir com negociações.
Em declaração depois de reunião a portas fechadas do Conselho de Segurança das Nações Unidas que não conseguiu romper o impasse, ambos disseram que a UE decidiu ajudar o Kosovo na definição de seu futuro. Os albaneses de Kosovo querem declarar sua independência da Sérvia. As autoridades sérvias e seus aliados no conselho, os russos, disseram que tal iniciativa é ilegal pelas leis internacionais, e pediram mais diálogo. A província tem maioria étnica albanesa, mas ainda é parte da Sérvia, que se dispõe apenas a conceder sua autonomia. 'Independência supervisionada' Em abril, o enviado especial das Nações Unidas, Martti Ahtisaari, apresentou um plano oferecendo a Kosovo "independência supervisionada". Por essa proposta, agências internacionais direcionariam Kosovo gradativamente para a independência total e integração à Organização das Nações Unidas (ONU). Mas elas impediriam o território de se unir à Albânia ou de ter suas áreas sérvias se tornando parte da Sérvia. Representantes dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha disseram que a resolução 1244 do Conselho de Segurança, que foi aprovada depois que a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte, a aliança de defesa ocidental) expulsou forças sérvias de Kosovo em 1999, permitia a implementação do plano de Ahtisaari. Mas o primeiro-ministro sérvio, Vojislav Kostunica, disse que seu país vai declarar "todos os atos unilaterais dos separatistas albaneses nulos" e Kosovo continuará sendo uma parte inalienável da Sérvia para sempre. O representante russo na ONU, Vitaly Churkin, insistiu que ainda há muito espaço para negociações entre Belgrado e Pristina. A correspondente da BBC em Nova York, Laura Trevelyan, disse que diplomatas ocidentais esperam que Kosovo declare sua intenção de se tornar independente em meados do ano que vem e que a UE assuma a liderança no caso depois das eleições sérvias, em fevereiro. |
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