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Atualizado às: 19 de dezembro, 2007 - 01h34 GMT (23h34 Brasília)
 
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Jacob Zuma é eleito líder do maior partido sul-africano
 

 
 
Jacob Zuma (em primeiro plano) e Thabo Mbeki
Jacob Zuma (em primeiro plano) e Thabo Mbeki tentam reconciliação
O ex-vice presidente da África do Sul, Jacob Zuma, foi eleito novo líder do partido que governa o país, o Congresso Nacional Africano (CNA), derrotando o presidente sul-africano, Thabo Mbeki.

Zuma conseguiu os votos de mais de 60% dos quase 4 mil delegados na convenção do partido nesta terça-feira, depois de dois dias de intensos debates. Agora ele está bem posicionado para se tornar o próximo presidente do país, embora ainda possa enfrentar acusações de corrupção ligadas a um controvertido negócio para a compra de armas.

Mbeki estava à frente do CNA há dez anos e o resultado é um golpe significativo à sua autoridade, embora ele continue presidindo a África do Sul até as eleições de 2009.

O CNA governa o país desde a primeira eleição democrática, em 1994, que elegeu presidente Nelson Mandela.

Unidade partidária

Antes de deixar o palco após o anúncio do resultado da votação, Mbeki cumprimentou Zuma. Mas segundo analistas, ambos sabem que muito terá que ser feito para restaurar a confiança e a unidade dentro do CNA - um partido que tem quase 96 anos de existência.

Jacob Zuma, é membro do CNA há quase meio século. Ele fez parte do braço armado da organização e passou dez anos no presídio de Robben Island com Nelson Mandela.

Muitos analistas atribuem o seu sucesso na votação pela liderança à sua personalidade extrovertida. Com um estilo mais formal, Mbeki conquistou o respeito do povo sul-africano, mas não sua simpatia.

A informalidade de Zuma, que dança e usa trajes tradicionais sul-africanos, projetou-o para além de sua comunidade zulu.

Aliados próximos no passado, Zuma e Mbeki romperam publicamente em 2005, quando Zuma foi afastado da vice-presidência do país após alegações de corrupção.

O caso foi rejeitado por um juiz no ano passado. Zuma também foi absolvido de uma acusação de estupro. Ele disse que ambas as acusações tiveram motivação política.

Mas o ex-vice-presidente sul-africano causou indignação entre ativistas na prevenção e tratamento da Aids ao dizer que havia tomado banho depois de relações sexuais com uma mulher portadora do vírus HIV para impedir a infecção.

 
 
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