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Atualizado às: 14 de novembro, 2007 - 06h34 GMT (04h34 Brasília)
 
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Primeiros-ministros das duas Coréias se reúnem em Seul
 
O primeiro-ministro da Coréia do Norte, Kim Yong-il, é recebido em Seul
Yong-il (foto) chegou Seul para três dias de reuniões com Duck-soo
O primeiro-ministro da Coréia do Norte, Kim Yong-il, chegou nesta quarta-feira à capital sul-coreana, Seul, para três dias de reuniões com o premiê da Coréia do Sul, Han Duck-soo.

Este é o primeiro encontro entre os primeiros-ministros dos dois países desde 1992, quando essas reuniões foram suspensas em meio à crescente preocupação com as ambições nucleares da Coréia do Norte. Agora, como o país concordou em encerrar seu programa nuclear em troca de ajuda internacional, as reuniões puderam ser retomadas.

Yong-il é a mais alta autoridade norte-coreana a visitar a Coréia do Sul nos últimos 15 anos.

A visita ocorre depois de uma reunião de cúpula histórica entre o líder da Coréia do Norte, Kim Jong-il, e o presidente da Coréia do Sul, Roh Moo-hyun, realizada em outubro na capital norte-coreana, Pyongyang.

Na reunião de cúpula - a segunda já realizada entre os dois países e a primeira nos últimos sete anos - os dois líderes assinaram uma declaração conjunta pedindo um acordo de paz permanente e laços econômicos mais estreitos na península coreana.

Projetos econômicos

Agora, os dois primeiros-ministros deverão discutir assuntos mais específicos. As reuniões em Seul deverão tratar principalmente de projetos econômicos conjuntos.

Um dos principais temas deverá ser o estabelecimento de uma área de pesca conjunta na fronteira marítima, que é alvo de disputa entre os dois países, e de uma nova zona econômica em torno do porto norte-coreano de Haeju.

Também deverão estar em pauta a administração de uma zona industrial conjunta na cidade de Kaesong, na fronteira, além do aumento no número de reuniões entre as famílias separadas durante a guerra.

Segundo o correspondente da BBC em Seul, Daniel Griffiths, o encontro entre os dois primeiros-ministros é mais um sinal do progresso nas relações entre a Coréia do Sul e a Coréia do Norte.

Como os dois lados não assinaram um cessar-fogo oficial depois da Guerra da Coréia - que ocorreu entre 1950 e 1953 e acabou com a divisão do território -, eles permanecem tecnicamente em guerra.

No entanto, o correspondente da BBC afirma que o clima entre os dois países pode mudar a partir de dezembro, caso o conservador Lee Myung-Bak seja vença as eleições presidenciais na Coréia do Sul.

Myung-Bak promete adotar uma linha mais dura em relação à Coréia do Norte, afirma Griffiths.

 
 
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