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Atualizado às: 13 de outubro, 2007 - 11h14 GMT (08h14 Brasília)
 
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General dos EUA diz que Iraque é 'pesadelo sem fim'
 
Ricardo Sánchez (arquivo)
Ricardo Sánchez deixou o Iraque após escândalos de Abu Ghraib
Um ex-chefe das Forças Armadas dos Estados Unidos no Iraque condenou a atual estratégia americana no conflito, que qualificou de "pesadelo sem fim à vista".

Em um duro pronunciamento em Arlington, perto de Washington, o general reformado Ricardo Sánchez – mais conhecido por deixar o comando das tropas após os escândalos da prisão de Abu Ghraib – qualificou de "incompetentes" e "corruptos" os líderes políticos dos Estados Unidos.

"Tem havido uma demonstração flagrante, infeliz de incompetência de liderança entre nossos líderes nacionais. Como diz um provérbio japonês, ação sem visão é um pesadelo. Não há dúvida de que a América está vivendo um pesadelo sem fim à vista", declarou o militar.

"Enquanto os políticos mantêm uma retórica desenhada para preservar suas reputações e seu poder político, nossos soldados morrem."

"O governo, o Congresso e suas agências, e sobretudo o Departamento de Estado têm de ser responsabilizados por este fracasso catastrófico, e prestar contas ao povo americano."

Ricardo Sánchez comandou as tropas do Iraque por um ano a partir de meados de 2003. Ele passou para a reserva em 2006 depois do escândalo envolvendo abusos de direitos humanos de presos na prisão de Abu Ghraib, em Bagdá, mas foi absolvido das acusações.

Estratégia

A dura declaração de Sánchez ataca a revisão da estratégia americana no Iraque, que incluiu neste ano o envio de mais 30 mil soldados ao país.

"A recente revisão da estratégia é uma tentativa desesperada de um governo que não aceitou a realidade política e econômica da guerra, e definitivamente não soube comunicar isto de maneira eficiente ao povo americano", criticou Sánchez.

"A manipulação e ajustes da nossa estratégia militar não alcançará a vitória. O melhor que podemos fazer é evitar a derrota."

Para ele, o plano de guerra americano é um catálogo de erros "catastroficamente falho, irrealista e otimista".

"Este governo tem falhado em empregar e sincronizar seu poder político, econômico e militar", disse o ex-comandante.

"Nossos líderes nacionais ignoraram as lições da Segunda Guerra ao entrar nesta guerra, e até hoje continuam a acreditar que a vitória pode ser alcançada apenas com a aplicação do poder militar."

A Casa Branca respondeu às acusações através do seu porta-voz, Trey Bohn.

"Há mais trabalho por fazer, mas estamos progredindo no Iraque", ele afirmou, citando uma avaliação positiva da estratégia feita pelo atual comandante das tropas, David Petraeus, e o embaixador americano em Bagdá, Ryan Crocker.

 
 
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