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Atualizado às: 18 de setembro, 2007 - 21h18 GMT (19h18 Brasília)
 
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Candidata pede fiscalização internacional
 

 
 
Elisa Carrió, candidata à Presidência da Argentina
Candidata prevê 90% de chance de fraude na eleição presidencial
A candidata da oposição à presidência argentina Elisa Carrió, da Coalizão Cívica, disse nesta terça-feira que está analisando a que organismo internacional pedirá ajuda para garantir a legitimidade das eleições presidenciais de 28 de outubro.

"Estamos analisando quais são as melhores alternativas internacionais para garantir a transparência do pleito", afirmou.

Carrió disse que a "preocupação" surgiu depois das eleições do último dia 2 de setembro na província de Córdoba (centro do país), onde o candidato da oposição, Luis Juez, denunciou fraude. A província ainda está recontando os votos da eleição.

"Só o controle internacional vai impedir que isso ocorra em nível nacional", ressaltou. "Mas está claro que pode acontecer, e existe 90% de possibilidade de que aconteça."

Ceticismo

As declarações de Elisa Carrió, chamada de "Lilita", foram feitas durante entrevista à imprensa estrangeira em Buenos Aires.

Na opinião da candidata, as irregularidades aconteceriam caso exista, como ela diz acreditar, a possibilidade de segundo turno das eleições.

Atualmente, de acordo com diferentes pesquisas de opinião, a primeira-dama e senadora Cristina Fernández de Kirchner venceria no primeiro turno do pleito.

Mas Carrió afirmou duvidar das pesquisas, já que elas "erraram" em todas as últimas eleições estaduais.

Quando perguntada se estava seguindo o exemplo de campanha eleitoral do presidente Lula, adotando agora um perfil "light", ela fez questão de esclarecer as "diferenças claras" entre a sua candidatura e a de Lula, quando o petista foi eleito pela primeira vez para a Presidência.

"Em primeiro lugar, nós nunca negociamos a vice-presidência, que sempre teve afinidade com a candidata a presidente", afirmou.

"A segunda grande diferença é o financiamento de campanha. Nós mantemos a regra de proibir o financiamento empresarial e com a austeridade absoluta", acrescentou.

Na entrevista, que concedeu ao lado do socialista Rubén Giustiani, candidato a vice, Elisa Carrió se definiu como "liberal, cristã e heterodoxa". Ela acrescentou ainda que, mesmo que quisesse, não conseguiria ser "light".

 
 
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