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Atualizado às: 27 de agosto, 2007 - 14h04 GMT (11h04 Brasília)
 
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Sarkozy diz apoiar Brasil em vaga de conselho da ONU
 

 
 
Nicolas Sarkozy
Presidente defendeu incorporação de emergentes ao atual G8
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, declarou nesta segunda-feira apoiar a candidatura do Brasil a uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU.

Falando na abertura da 15ª conferência de embaixadores da França, em Paris, o
presidente francês apresentou diretrizes da política externa de seu governo.

Sarkozy afirmou que a reforma das Nações Unidas, iniciada em 2005, "está no bom caminho", mas que "falta vontade política para concluí-la, sobretudo em relação à ampliação necessária do Conselho de Segurança".

O presidente defendeu que o número de membros permanentes, atualmente de cinco (França, EUA, Grã-Bretanha, Rússia e China) seja ampliado com "Alemanha, Japão, Índia, Brasil e uma representação justa da África".

Sarkozy também defendeu a idéia de que o G8, grupo de países mais ricos do mundo mais a Rússia, se transforme em G13, incluindo Brasil, China, Índia, México e África do Sul.

Para Sarkozy, além de uma maior colaboração na área econômica, a ampliação do G8 também deve ocorrer para permitir o reforço da cooperação entre países industrializados e emergentes na luta contra o aquecimento global.

"O G8 deve continuar sua lenta transformação", disse. Segundo ele, o diálogo com os líderes das potências emergentes deve ser institucionalizado e merecer um dia inteiro durante as reuniões do G8.

"A proteção de nosso planeta torna indispensável o reconhecimento de responsabilidades comuns, mas diferentes, da parte das potências emergentes", afirmou Sarkozy.

O presidente francês também apontou o que considera dois dos principais desafios do século 21. O primeiro é impedir que ações extremistas de grupos como a rede Al-Qaeda levem a um confronto entre o Islã e o Ocidente.

O segundo, que diz respeito ao Brasil, é integrar na nova ordem mundial países "gigantes" como a China, a Índia e o Brasil.

Sarkozy disse que estes países são "motores do crescimento mundial", que podem causar "graves desequilíbrios".

"Eles querem que seu status seja reconhecido, mas sem estar sempre dispostos a respeitar regras que são do interesse de todos", disse.

 
 
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