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Atualizado às: 22 de março, 2007 - 17h47 GMT (14h47 Brasília)
 
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Após 'descaso', UE tenta se reaproximar do Brasil, dizem especialistas
 

 
 
Eneko Landaburu, diretor-geral de Relações Exteriores da Comissão Européia (Foto: Valter Campanato/ABr)
Landaburu representou bloco europeu na reunião em Brasília
Depois de um período de "descaso", a União Européia agora tenta se reaproximar do Brasil. Essa é a avaliação que especialistas dos dois lados fizeram da última reunião bilateral, realizada na quarta-feira em Brasília.

"Era para ser uma reunião de rotina, mas o nível do representante enviado pela União Européia e a substância dos temas tratados indicam que foi um passo para começar essa aproximação concreta", afirmou um diplomata brasileiro à BBC Brasil.

O representante europeu na reunião foi Eneko Landaburu, diretor-geral de Relações Exteriores da Comissão Européia, o número dois do Executivo europeu na área.

Na agenda da reunião com Samuel Pinheiro Guimarães, secretário-geral do Itamaraty, Landaburu levou propostas para formalizar a cooperação em áreas até então não exploradas bilateralmente: biocombustíveis, educação e desenvolvimento regional.

"Isso mostra uma disposição da União Européia em ouvir as críticas do Parlamento (europeu) e mudar de rumo. Todos pedimos repetidas vezes que o senhor comissário (de Comércio Exterior, Peter Mandelson) deixe de olhar tanto para a Ásia e olhe mais para os países da América Latina", afirmou o deputado Javier Moreno, membro da comissão de Comércio Exterior e da delegação para relações com o Mercosul do Parlamento Europeu.

Críticas

A atuação de Mandelson em relação à América Latina tem sido criticada pelos deputados europeus desde o lançamento da nova estratégia de comércio internacional da União Européia, em outubro passado.

O comissário definiu a China como o centro das atenções européias e, de acordo com parlamentares europeus, passou a "deixar de lado" a relação com "parceiros latino-americanos que têm muito em comum com a Europa e um grande potencial de intercâmbio".

Também surgiram críticas do lado brasileiro. Para a embaixadora do Brasil para a União Européia, Maria Celina de Azevedo, "as empresas européias e as ONGs estão investindo muito na América Latina. Quem está ausente é o governo europeu".

"E se os governos de esquerda e socialistas que comandam agora a Europa estão ausentes na América Latina, então teremos muito trabalho para nos colocar de novo no radar europeu", sentenciou.

 
 
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