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Atualizado às: 02 de março, 2007 - 00h24 GMT (21h24 Brasília)
 
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EUA querem etanol no combate à pobreza na América Latina
 

 
 
Thomas Shannon
Thomas Shannon participou de audiência no Congresso
O subsecretário para o Hemisfério Ocidental do governo americano, Thomas Shannon, disse nesta quinta-feira que a parceria entre Brasil e Estados Unidos sobre etanol pode servir para aliviar a pobreza na América Latina.

Shannon, que prestou depoimento em uma audiência sobre a política dos Estados Unidos para a América Latina no Congresso nesta quinta-feira, disse que os dois países devem atuar juntos para ''destravar o potencial energético'' latino-americano e, através do etanol, ''buscar uma maneira de ajudar países centro-americanos e caribenhos''.

As visitas de Bush ao Brasil e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos, no dia 31 de março, devem servir para que os dois países tracem as diretrizes de uma parceria sobre etanol. Brasil e Estados Unidos pretendem fazer um projeto-piloto ligado ao etanol em um país caribenho ou da América Central.

De acordo com o subsecretário, um dos pilares da iniciativa brasileiro-americana seria o de ''criar programas pilotos para países que não estão produzindo etanol, para que eles compreendam como podem usar suas capacidades agrícolas para produzi-lo''.

Etanol x pobreza

Shannon acredita que o biocombustível oferece um potencial enorme, ''que rapidamente se estenderá por todo o hemisfério, especialmente aos países mais pobres do Caribe e da América Central''.

O subsecretário descartou, no entanto, que a parceria com o Brasil fará com que os americanos venham a reduzir as tarifas cobradas sobre o etanol brasileiro exportado para os Estados Unidos.

''É um assunto do Congresso. Não é algo que possamos tratar neste momento'', afirmou.

Atualmente, o álcool brasileiro paga sobretaxa de US$ 0,54 por galão (R$ 0,30 por litro) para entrar no mercado americano.

Fórum de biocombustíveis

O subsecretário defendeu ainda a criação do Fórum Internacional de Biocombustíveis, que incluirá Brasil, Estados Unidos, África do Sul, Índia, China e a União Européia, cujo lançamento oficial se dará nesta sexta-feira, na sede das Nações Unidas, em Nova York.

Segundo ele, a idéia por trás do fórum é a de ''começar a trabalhar para criar os padrões internacionais para transformar biocombustíveis em uma commodity internacional''.

A transformação do álcool em commodity internacional seria o passo inicial para que ele venha ser negociado em bolsas de mercadorias, como o petróleo ou a soja.

O fórum interacional deve ter duração de um ano e a idéia é que seus participantes realizem reuniões periódicas com vistas à criação de grupos de trabalho que tratariam de temas considerados prioritários.

 
 
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