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Atualizado às: 23 de janeiro, 2007 - 01h38 GMT (23h38 Brasília)
 
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Maioria reprova ação dos EUA no Iraque, diz pesquisa mundial
 
Tropa americana no Iraque
Política americana no Iraque foi condenada por 73% dos entrevistados
Três pessoas em cada quatro desaprovam a forma como o governo norte-americano conduz a sua política para o Iraque, revelou um levantamento feito em 25 países pelo Serviço Mundial da BBC.

De acordo com a pesquisa, 73% dos entrevistados condenaram a política americana no Iraque. Para 68%, a ação americana no Oriente Médio provoca mais violência na região. Já 17% disseram que as tropas americanas são forças estabilizadoras.

“A decisão recente do governo dos Estados Unidos de enviar mais tropas ao Iraque está em desacordo com a opinião pública global, que pensa que a presença militar nos Estados Unidos na região provoca mais conflitos do que previne”, diz Doug Miller, presidente da GlobalScan, empresa que realizou a pesquisa, junto com o Program on International Policy Attitudes (PIPA), da Univesidade de Maryland.

“Essa política possivelmente vai prejudicar ainda mais a imagem da América.”

‘Nada certo’

Nos 18 países em que a pesquisa foi feita no ano passado, houve uma redução na quantidade de entrevistados que vêem um impacto positivo dos Estados Unidos no mundo – de 36% para 29%.

O estudo também revelou a reprovação da ação americana em alguns dos principais assuntos de política externa da atualidade: guerra do Iraque (reprovação de 73%), prisões em Guantánamo (67%), conflito entre Israel e o Hezbollah (65%), programa nuclear iraniano (60%), aquecimento global (56%) e programa nuclear norte-coreano (54%).

“De acordo com a opinião pública mundial, os Estados Unidos parecem não conseguir fazer nada certo ultimamente”, afirma o diretor do PIPA, Steven Krull.

Em 18 países, a maioria achou que os Estados Unidos têm influência negativa no mundo. Em cinco deles (Quênia, Nigéria, Filipinas, Polônia e nos próprios Estados Unidos), a maioria vê com bons olhos a ação americana. Em dois países (Hungria e Índia), o tema foi tão polêmico que não houve uma maioria expressiva.

Em todos os países latino-americanos, houve rejeição da maioria dos entrevistados à influência americana no mundo: Argentina (64% vêem os Estados Unidos de forma negativa), Brasil (57%), México (53%) e Chile (51%).

Mesmo nos Estados Unidos, houve queda na percepção positiva do país em relação ao mundo. Dos entrevistados americanos, 57% disseram que a influência é positiva, percentual inferior aos 63% do ano passado e aos 71% de dois anos atrás.

Foram ouvidas 26.381 pessoas na Alemanha, Argentina, Austrália, Brasil, Chile, China, Coréia do Sul, Egito, Emirados Árabes, Estados Unidos, Filipinas, França, Grã-Bretanha, Hungria, Índia, Indonésia, Itália, Líbano, Quênia, México, Nigéria, Polônia, Portugal, Rússia e Turquia.

As entrevistas foram realizadas entre os dias 3 de novembro de 2006 e 9 de janeiro deste ano.

A margem de erro do levantamento varia de 2,5 a 4 pontos percentuais, dependendo do país pesquisado.

 
 
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