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Atualizado às: 19 de janeiro, 2007 - 17h57 GMT (15h57 Brasília)
 
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Morales quer completar mais nacionalizações
 

 
 
Presidente boliviano, Evo Morales
Morales nacionalizou indústria do gás no dia 1º de maio de 2006
O presidente boliviano, Evo Morales, disse nesta sexta-feira que pretende completar a nacionalização dos setores de mineração e florestal do país ainda este ano.

"Precisamos de sócios e não de patrões. É o que fizemos no setor de hidrocarbonetos e é o que queremos fazer agora o setor de mineração e depois o florestal", disse Morales, em entrevista coletiva durante a Cúpula do Mercosul, no Rio de Janeiro.

No ano passado, o primeiro do mandato de Morales, o governo começou um processo de estatização dos hidrocarbonetos.

Desde então, o governo vinha sinalizando que tomaria a mesma direção em outros setores. No passado, a atividade mineira na Bolívia já foi estatizada outra vez.

"Temos encontrado muitas concessões, muitas privatizações que jamais receberam investimentos. Essas serão todas recuperadas", anunciou o presidente.

Morales ressaltou que as mineradoras que investiram nas suas concessões terão tratamento especial. A questão será definida por uma equipe especial do governo.

O boliviano ressaltou que, com ajuda da nacionalização dos hidrocarbonetos, as reservas da Bolívia cresceram de US$ 1,65 milhões em janeiro do ano passado, para US$ 3,2 milhões neste ano.

Cochabamba

Morales fez duras críticas ao governador de Cochabamba, Manfred Reyes Villa, que fugiu do Estado na semana passada, devido à violência, e defendeu os manifestantes que pediram a sua renúncia.

"Há muitas denúncias de corrupção contra esta autoridade estadual", disse Morales.

O presidente disse que os manifestantes pediam "pacificamente" a renúncia de Reyes Villa.

O governo da Bolívia anunciou esta semana que vai pedir no Congresso a criação de um referendo revogatório, para que a população do país possa decidir pela permanência de Reyes Villa no poder ou não.

"Algumas autoridades foram eleitas legalmente e soberanamente. Que o povo decida também legalmente, soberanamente e democraticamente se se pode tirar (uma autoridade do poder) com um referendo revogatório", ele afirmou.

"Isso pode valer para governadores, para prefeitos como também para presidentes."

 
 
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