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Atualizado às: 28 de setembro, 2006 - 18h27 GMT (15h27 Brasília)
 
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Lula perde terreno para corrupção, torpor econômico e Chávez, diz 'Economist'
 
Capa do Economist
Brasil de Lula foi tema de reportagem de capa da revista
A revista britânica The Economist destaca na capa da sua edição publicada nesta quinta-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está “perdendo terreno para a corrupção, para o torpor da economia e para seu rival venezuelano” Hugo Chávez.

Na reportagem de capa Quem lidera a América Latina?, a revista diz que o presidente brasileiro perdeu muito de seu “brilho”, mas que deve conseguir um segundo mandato de forma “notável”, mesmo que “às vezes até injustificada”.

“Ele (Lula) não é a voz mais forte que ecoa na América Latina, nem mesmo a mais de esquerda. Isso pertence Hugo Chávez, o populista presidente venezuelano”, afirma a revista.

A revista diz que há “ingenuidade” da política externa de Lula, que tem apoiado a Venezuela em sua candidatura por um assento no Conselho de Segurança das Nações Unidas e defendeu o ingresso do país no Mercosul.

“Qual foi a resposta de Chávez? Ajudar a humilhar o Brasil na Bolívia (...) e tentar sabotar os princípios de democracia e de livre mercado que o Brasil fundou no Mercosul”, diz a reportagem.

Corrupção e economia

A revista diz que outros dois fatores estão prejudicando o “brilho” de Lula: o agravamento da corrupção política – citando os casos do mensalão, do dossiê e das suspeitas que recaem sobre o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci – e a “decepção” da economia.

 (Lula) não é a voz mais forte que ecoa na América Latina, nem mesmo a mais de esquerda. Isso pertence Hugo Chávez, o populista presidente venezuelano
 
Reportagem da revista The Economist

A Economist continua, avaliando que, em um eventual segundo mandato, Lula deveria “concentrar seus esforços em livrar o Brasil da sua armadilha de baixo crescimento”, que tem deixado o Brasil “muito para trás” na comparação com os BRICs (acrônimo para as potências emergentes Brasil, Rússia, Índia e China).

Além do texto destacado na capa, a Economist traz uma outra reportagem analisando os quatro anos do governo Lula cujo título é Ame Lula se você é pobre, preocupe-se se você não é.

A reportagem diz que a renda entre os mais pobres aumentou 28% entre 2004 e 2005, enquanto a classe média enriqueceu 1,6% no mesmo período. Programas sociais como o Bolsa-Família seriam responsáveis por isso.

Entre as conquistas do governo, a revista enumera a nova lei de falências, as parcerias público-privadas e o desenvolvimento de um novo modelo de geração de energia.

 
 
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