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Atualizado às: 24 de julho, 2006 - 12h56 GMT (09h56 Brasília)
 
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Astrônomos observam explosão de estrela
 

 
 
Desenho de artista reproduzindo a explosão da Ophiuchus (Foto: David A. Hardy/astroart.org)
O fenômeno é um dos mais luminosos de todo o universo
A explosão de uma estrela está sendo observada por astrônomos.

A RS Ophiouchi está próxima de uma explosão nuclear que a destruirá completamente.

A estrela ficou incandescente repentinamente em fevereiro e a sua luminosidade aumentou mil vezes.

Em artigo para a revista científica Nature, astrônomos classificaram a explosão como supernova do tipo 1a, um dos fenômenos mais luminosos do universo, irradiando luz cinco bilhões de vezes mais intensa do que o Sol.

A luz é tão forte que pode ser observada de pontos muito distantes no cosmo.

Tamanho do universo

Esse tipo de fenômeno é bastante uniforme, sempre irradiando aproximadamente a mesma quantidade de luz. A luz que chega à Terra é usada em cálculos sobre o tamanho do universo.

O maior desafio para os cientistas é medir com precisão as supernovas do tipo 1a, já que nenhuma explosão dessas jamais foi observada de perto.

A última explosão do tipo foi observada em 1572 pelo astrônomo dinamarquês Tycho Brahe, que cunhou o termo "nova", para designar o surgimento de um astro. O que Brahe não sabia é que ele estava observando, na verdade, o fim violento de uma estrela, e não o começo.

 A explosão é tão cheia de energia que levanta uma camada de material da superfície da estrela e a joga no espaço.
 
Jeno Sokoloski, da Universidade de Harvard

Por muito tempo, astrônomos acreditaram que supernovas do tipo 1a são a morte de estrelas anãs brancas (astros com volume parecido com o do planeta Terra). Mas as explosões recentes aconteceram em pontos tão distantes, que foi impossível verificar o tamanho exato das estrelas.

A RS Ophiuchi, que fica na constelação equatorial de Ophiuchi (próximo a Libra), é um exemplo perfeito de estrela anã branca.

Material gasoso

No último século, a RS Ophiuchi incandesceu em diversas ocasiões, como se estivesse em um processo fracassado de explosão. A última incandescência repentina aconteceu em 1985, mas a tecnologia dos astrônomos da época não permitiu que se acompanhasse detalhes do fenômeno.

O panorama mudou com a introdução de telescópios espaciais e a difusão de satélites. No artigo para a Nature, astrônomos descreveram um material gasoso expelido pelo fenômeno.

"A explosão é tão cheia de energia que levanta uma camada de material da superfície da estrela, e a joga no espaço", disse à BBC uma das autoras do artigo, Jeno Sokoloski, da Universidade de Harvard (Estados Unidos).

Ao seguir a trajetória desse material, será possível entender como era a estrela antes da explosão.

"A camada começou a estabilizar quase imediatamente, em apenas dois dias. Isso nos mostra que a estrela anã branca deve ter sido muito massiva, aliás, massiva o suficiente para se destruir."

 
 
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