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Atualizado às: 19 de julho, 2006 - 11h51 GMT (08h51 Brasília)
 
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Cuba fará acordo com Mercosul, diz 'La Nación'
 
Fidel Castro
Líder cubano faz mistério se irá comparecer a reunião do Mercosul
Cuba deve firmar um acordo com o Mercosul que permitirá ao país caribenho ampliar a quantidade de produtos que o país pode importar livre de tarifas alfandegárias.

A informação foi dada pelo jornal argentino La Nación, que afirma que o tratado deverá ser firmado na quinta-feira, na cidade argentina de Córdoba, onde será realizado um encontro do Mercosul.

Pelo acordo, diz o La Nación, Cuba poderá passar de sua atual cota de importação, de 1,3 mil produtos livres de taxas, para 2,7 mil - o que representaria 25% do total de produtos comercializados entre Cuba e o Mercosul.

Entre os produtos que passariam a ser importados por Cuba livres de taxas ou com tarifas reduzidas estão equipamentos elétricos, equipamentos óticos e de fotografia e aparatos médicos e cirúrgicos.

De acordo com o secretário de Relações Econômicas Internacionais do Mercosul, Alfredo Chiaradia, os Estados Unidos – que impuseram um embargo econômico a Cuba que já dura quase 50 anos – não se opuseram ao acordo da nação caribenha com o Mercosul.

Mistério

O La Nación afirma que ainda não se sabe se o presidente de Cuba, Fidel Castro, estará entre os líderes que começam a chegar a Córdoba nesta quinta-feira.

O diário comenta, no entanto, que uma fonte da delegação cubana "vazou" a informação de que se o líder cubano for a Córdoba, ele pretenderia uma excursão até Alto Garcia, onde viveu durante a juventude seu companheiro da Revolução Cubana, Ernesto "Che" Guevara. A cidade abriga um museu dedicado ao líder revolucionário.

O diário argentino acrescenta também que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, quer trazer "a diplomacia ao Mercosul". Na terça-feira, segundo o jornal, o governo venezuelano disse querer contribuir com o Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul (Focem) - que fornece créditos de desenvolvimento aos sócios menores do bloco aduaneiro.

O Focem já foi aprovado pelos Congressos do Uruguai e do Paraguai - particularmente interessados no fundo, uma vez que têm economias menos fortes que as do Brasil e da Argentina, cujos Congressos ainda precisam ratificar o projeto de créditos para que ele entre em vigor.

O fundo de créditos já está em seu terceiro ano de vida e poderá oferecer US$ 100 milhões para os países-membros. O Brasil deverá contribuir com 70% do fundo; a Argentina, por 27%; o Uruguai por 2% e o Paraguai por 1%. A cifra é relativa ao PIB de cada um desses países.

Um total de 48% do fundo será destinado ao Paraguai; o Uruguai receberá 32%; a Argentina contará com 10%, mesma cifra destinada ao Brasil. Por enquanto, a Venezuela ainda não aderiu ao Focem, uma vez que, apesar de ter se associado ao Mercosul no mês passado, ainda não é um membro pleno do bloco aduaneiro.

 
 
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