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Atualizado às: 25 de maio, 2006 - 08h55 GMT (05h55 Brasília)
 
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Idolatria americana (idolatria e geografia?)
 
No talk show mais popular da televisão americana, The Tonight Show, com Jay Leno, na rede NBC, há um segmento sobre a ignorância da população em geral, e dos jovens, em particular.

Da rua ou do estúdio, o apresentador faz perguntas simples aos entrevistados: o que foi a guerra civil americana?

Foi contra a Rússia, responde uma universitária.

Outro jovem do painel logo aperta o botão indicando que sabia a resposta: "Foi entre o sul e o norte".

Correto. Parabéns. "E quem ganhou?", pergunta Leno. "Foi o sul."

Calouros

A maioria dos americanos entre 18 e 24 anos acha que inglês é a língua mais falada no mundo e não consegue localizar o Iraque nem Israel no mapa do Oriente Médio. Metade não sabe onde fica o Estado do Alabama.

Esta juventude, sem interesse por geografia nem paixão por política, há seis meses está grudada num dos maiores fenômenos na história da televisão: American Idol, um show de calouros.

Duas noites por semana, às vezes três, mais de 30 milhões de americanos assistem e votam no cantor favorito.

A eliminação é no show de quarta-feira, conhecido como a quarta sangrenta.

Só o jogo final do campeonato de futebol americano e o Oscar dão audiências semelhantes.

A fórmula surgiu na Inglaterra, foi copiada no mundo inteiro, inclusive no Brasil, mas nada se compara à máquina americana de transformar sucesso em dólares em todas as mídias, do cinema a shows itinerantes.

A competição dura cinco meses e há dois anos se tornou uma mina de ouro para a rede Fox que desde de 2005, graças ao Ídolo, assumiu a liderança de audiência na faixa dos 18 aos 49 anos no horário nobre.

A finalíssima, ontem à noite, com uma audiência recordista de 35 milhões, foi entre o sul e a costa oeste.

Katharine McPhee, da California, é uma jovem com uma voz treinada desde criança e um rosto tão perfeito que foi apelida de Moça de Plástico.

Taylor Hicks, do Alabama, tem 29 anos, cabelos precocemente grisalhos e um estilo exuberante que mereceu o apelido de Cantor de Casamento.

Com mais de 60 milhões de votos - mais do que qualquer presidente dos Estados Unidos - Taylor Hicks é o novo ídolo americano e, graças a ele, milhões de jovens hoje sabem onde fica o Alabama.

 
 
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