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Atualizado às: 22 de maio, 2006 - 20h04 GMT (17h04 Brasília)
 
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Novo governo da Itália estuda anistia a imigrantes
 

 
 
A maior parte dos imigrantes ilegais tenta entrar pelo sul da Itália
O novo ministro da Solidariedade Social na Itália, Paolo Ferrero, anunciou nesta segunda-feira planos que podem facilitar a legalização de milhares de imigrantes ilegais no país e atenuar as atuais políticas de imigração.

Ferrero, encarregado da imigração na Itália, disse que quer legalizar aqueles que já trabalham no país, desde que tenham empregos.

Nos últimos anos, o número de imigrantes ilegais desembarcando no sul da Itália e vindo da África vem crescendo vertiginosamente.

Ferrero foi indicado pelo novo primeiro-ministro, Romano Prodi, cuja coalizão de centro-esquerda venceu as eleições de abril.

A Itália já promoveu diversas anistias para imigrantes ilegais e, em todos os casos, o número de candidatos excedeu o número de vistos de residência à disposição.

Longa fila

Há cerca de dois meses, mais de 500 mil pessoas entraram na fila por um dos 180 mil vistos oferecidos pelas autoridades.

O número de interessados indica que há muito mais imigrantes ilegais morando na Itália do que indicam as estatísticas oficiais.

Para Ferrero, afiliado ao Partido da Refundação Comunista, a culpa é da lei de imigração aprovada pelo governo de centro-direita de Silvio Berlusconi, que só oferecia acesso ao país a quem pudesse comprovar que tinha um emprego estável.

De acordo com o ministro, essa política impossibilitou que pessoas imigrassem para a Itália legalmente. Muitos políticos italianos já aceitam que milhares de pequenas empresas no país empregam imigrantes ilegais.

O mercado paralelo de empregos é especialmente grande no norte da Itália. Alguns chegaram ao país de forma legal, mas, como a renovação do visto de trabalho pode levar mais de 18 meses, muitos simplesmente não vêem por que fazê-lo.

Enquanto as pesquisas mostram que a maioria dos italianos gostaria de ver os imigrantes ilegais repatriados aos seus países de origem, dois terços deles aceitariam a legalização dos que já estão empregados.

 
 
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