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Atualizado às: 20 de abril, 2006 - 11h01 GMT (08h01 Brasília)
 
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China tem 80% das execuções em todo o mundo, diz Anistia
 
Câmara de execução no Texas, Estados Unidos
China é um dos cinco países a usar injeção letal para matar prisioneiros
A China executou oficialmente 1.770 prisioneiros no ano passado, o equivalente a mais de 80% das aplicações da pena de morte realizadas em todo o mundo no ano passado, de acordo com um relatório divulgado nesta quinta-feira pela Anistia Internacional.

Irã, Arábia Saudita e Estados Unidos são os outros países que mais executam, com 94, 86 e 60 execuções em 2005, respectivamente. Os três países mais a China são responsáveis por 94% das execuções conhecidas.

Em 2005 pelo menos 2.148 pessoas foram punidas com a pena de morte em 22 países, mas segundo a o grupo internacional de defesa dos direitos humanos, o número pode ser muito maior porque as estatísticas oficiais são sempre imprecisas.

Para se ter uma idéia, apesar da China ter oficialmente executado 1.770 prisioneiros, o relatório da Anistia Internacional diz que segundo um perito chinês esse número estaria por volta de 8.000 execuções.

Uma pessoa pode ser condenada à pena de morte na China por 68 delitos diferentes, incluindo crimes não-violentos como sonegação de impostos, enriquecimento ilícito e tráfico de drogas.

Execução de menores

Ainda de acordo com a Anistia Internacional, 5.186 pessoas foram condenadas à morte em 2005 e por volta de 20 mil pessoas aguardam execução em todo o mundo.

O relatório também menciona que, apesar da condenação à pena de morte de menores de 18 anos ser proibida por tratados de direitos humanos internacionais, oito países executaram prisioneiros abaixo dessa idade desde 1990: Arábia Saudita, China, Estados Unidos, Irã, Nigéria, Paquistão, República Democrática do Congo e Iêmen.

Apesar das estatísticas sombrias, o relatório também exalta o fato de que a pena de morte está sendo abolida rapidamente, com 122 paises tendo deixado de executar prisioneiros como punição legal por algum tipo de crime.

Outra conclusão levantada pela Anistia é a de que os países que aboliram a pena de morte não tiveram um crescimento na sua criminalidade.

 
 
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