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Atualizado às: 08 de fevereiro, 2006 - 11h55 GMT (09h55 Brasília)
 
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Lula defende diplomacia para crise no Irã
 

 
 
Presidente Lula
Presidente disse que Brasil privilegia multilateralismo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a diplomacia para tentar resolver a crise envolvendo o programa nuclear do Irã

Em entrevista concedida a vários veículos de imprensa argelinos, Lula disse que o Brasil privilegia o tratamento das questões internacionais pela via da negociação e do multilateralismo.

“Queremos que se tentem todas as formas possíveis de resolver as pendências pacificamente, sem confrontações ou aumento de tensões”, disse o presidente.

“Quero que se dê não uma, mas todas as chances à diplomacia.”

Amorim

Já o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, reconheceu que a denúncia do Irã ao Conselho de Segurança da ONU não deixa de ser uma forma de pressionar o país.

Por outro lado, Amorim disse ter conversado na terça-feira com a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, que teria lhe garantido que os EUA não irão tomar nenhuma ação até a próxima reunião da Agencia Internacional de Energia Atômica (AIEA), marcada para o dia 6 de março.

“A expectativa é que até lá possa haver gestos de parte a parte e o que o Irã fizer terá de ser reconhecido pela comunidade internacional. Nós esperamos que o país o faça”, disse Amorim.

O ministro faz parte da comitiva que chegou juntamente com o presidente Lula no final da manhã desta quarta-feira (horário local) a Argel, capital da Argélia.

Lula foi recebido com muita pompa no aeroporto internacional da cidade, com direito a tapete vermelho, honras militares e recepção do presidente argelino, Abdelaziz Buteflika.

A cerimônia demonstra a importância que o governo argelino está dando à visita de Lula ao país, que é a primeira de um presidente brasileiro desde 1983.

Tanto no aeroporto como ao longo de todo o percurso de Lula à residência oficial do governo argelino em Zeralda, a cerca de 20 quilômetros de Argel, podem ser vistas inúmeras bandeiras do Brasil e da Argélia.

 
 
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