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Atualizado às: 15 de dezembro, 2005 - 15h41 GMT (13h41 Brasília)
 
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Greve de Rico
 
Nova York é um antro de liberais, e os nova-iorquinos costumam ser solidários com todos os grevistas.

Na última greve de trânsito, em 1980, milhões de pessoas atravessaram pontes, percorreram quilômetros a pé e nenhum ônibus ou trem foi apedrejado. Nem falavam mal dos grevistas.

Este ano o limite de tolerância é bem menor. Papai Noel já vem com um certo estresse e está acompanhado de um frio brutal.

Uma caminhada gelada de três horas indo e outras três vindo do trabalho provoca reflexões amargas, neste caso, justas.

De aumento em aumento, os empregados dos transportes públicos de Nova York hoje ganham mais do que a média da população da cidade, têm ótimos seguros médicos gratuitos e pensões mais vantajosas do que na iniciativa privada.

Motoristas de ônibus e operadores do metrô ganham, em média, US$ 63 mil por ano, enquanto o salário médio da cidade, excluindo a turma bem paga da Wall Street, é de US$ 49 mil por ano, US$ 14 mil menos do que um motorista de ônibus.

E com 25 anos de serviço, este motorista pode se aposentar com metade do salário. A maioria se aposenta, e o custo para o contribuinte é cada vez maior.

A MTA, entidade que administra o sistema de transportes, este ano tem um superávit, mas a partir de 2007, por causa das pensões e seguros, vai entrar num buraco vermelho que parece sem saída.

Ofereceu ao sindicato um aumento de 6% e quer algumas concessões na produtividade e nos planos de saúde. A oferta foi considerada um insulto pelo sindicato.

Empregados dos transportes públicos de Nova York são proibidos de fazer greve, e a cidade obteve uma ordem de um juiz contra a possível paralisação prevista para meia-noite desta sexta-feira.

O líder do sindicato subiu num palanque e, diante da massa delirante, fez picadinho do documento legal.

Disputas anteriores foram resolvidas na última hora, mas acho que desta vez a ceroula térmica vai sair da gaveta.

 
 
66Arquivo - Lucas
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