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Atualizado às: 25 de junho, 2005 - 13h14 GMT (10h14 Brasília)
 
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Brasil e Alemanha fazem jogo de olho em 2002 e 2006
 

 
 
Robinho descansa durante treino
A seleção enfrenta a Alemanha neste sábado de olho na final
A partida entre Brasil e Alemanha, neste sábado, pelas semifinais da Copa das Confederações, não vale apenas uma vaga na final.

Em xeque estão, de um lado, o crescimento da renovada e criticada seleção alemã, de outro, a confirmação do esquema ofensivo que o técnico Carlos Alberto Parreira vem implementando no time, visando a Copa de 2006.

Os brasileiros rejeitam a teoria de que o jogo é uma revanche da final da Copa do Mundo de 2002, perdida pelos alemães para o Brasil. Mas parece que esta é a primeira palavra no vocabulário alemão em relação à partida, que será realizada em Nuremberg,

“Tenho umas contas para acertar”, disse o goleiro Kahn recentemente em um jornal alemão, sobre a possibilidade de enfrentar o Brasil.

“Não é revanche porque a Copa das Confederações não é a Copa do Mundo”, diz o técnico Carlos Alberto Parreira.

Mesmo tentando não polemizar, os jogadores brasileiros sabem que a Alemanha vai entrar em campo com uma motivação a mais.

O retrospecto alemão dos últimos anos, no entanto, não é nada animador. A Alemanha não ganha da Seleção Brasileira desde 1993. A última vitória significativa da equipe foi em 2000, ao vencer a Inglaterra por 1 a 0, em Londres. Depois disso, contabilizou quatro empates e nove derrotas.

A última vez que os dois times se enfrentaram foi em um amistoso em Berlim, em setembro do ano passado, que acabou empatado por 1 a 1, gols de Ronaldinho Gaúcho e do brasileiro-alemão Kevin Kurany.

O técnico Parreira faz mistério sobre a escalação do time. Mas a expectativa é de que o quarteto ofensivo volte a campo e que o lateral Leo continue como titular no lugar de Gilberto.

No treino da tarde de sexta-feira, no Frankenstation, em Nuremberg, Parreira fez com que parte da equipe treinasse a cobrança de penaltis, para o caso da partida não ser definida no período regulamentar ou na prorrogação.

Durante esta parte do treinamento, o treinador pediu para que os fotógrafos colocassem as câmeras para baixo. Os canais de televisão também não puderam fazer imagens.

Mesmo dizendo que o treino dos penaltis foi somente precaução, “para um caso de necessidade”, a impressão é de que o treinador brasileiro espera mesmo uma partida difícil e prefere se prevenir e não mostrar aos adversários detalhes sobre o estilo dos brasileiros.

O jogo começa às 13h, horário de Brasília.

 
 
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