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Atualizado às: 18 de março, 2005 - 12h04 GMT (09h04 Brasília)
 
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'Virgindade' não reduz risco de doenças sexuais, diz pesquisa
 
88% dos que prometem guardar a virgindade têm vida sexual ativa
88% dos que prometem guardar a virgindade têm vida sexual ativa
Jovens que prometem manter a virgindade até o casamento não têm menos chances de contrair doenças sexualmente transmissíveis (DST) do que aqueles que têm uma vida sexual ativa, de acordo com um estudo feito pelas universidades de Columbia e Yale, nos Estados Unidos.

De acordo com uma das autoras do estudo, Hannah Brückner, a virgindade pode até encorajar um comportamento sexual de alto risco. Isso porque, na verdade, 88% dos que prometem guardar a virgindade têm uma vida sexual ativa, mas sem penetração vaginal.

"Ficamos surpresos. Os adolescentes que prometem manter a virgindade têm menos parceiros sexuais, começam a fazer sexo mais tarde e se casam mais cedo. Assim, deveriam ter menos DST, mas não têm", disse a pesquisadora, que é professora-assistente de sociologia em Yale.

Para preservar a virginidade, esses jovens recorrem a práticas sexuais alternativas. Os homens "virgens" (que não praticam sexo vaginal) têm quatro vezes mais chances de fazer sexo anal do que os não-virgens; homens e mulheres têm seis vezes mais chances de fazer sexo oral do que os não-virgens.

Camisinha

A pesquisa, publicada na revista especializada Journal of Adolescent Health, também descobriu que o uso de camisinha entre os "virgens" durante o sexo anal é muito baixo. E para o sexo oral é quase inexistente.

Assim, de acordo com Hannah Brückner, o comportamento de risco dos virgens pode ser um fator que contribui para taxas de DST mais altas do que o esperado para este grupo.

Segundo a pesquisa, os virgens tendem a não usar camisinha na primeira vez em que fazem sexo.

Além disso, eles costumam não procurar ajuda médica quando têm DST, possivelmente por temerem a estigmatização ou por terem uma percepção errada do risco de infecção a que estão submetidos.

Também de acordo com o estudo, os virgens tendem a ficar infectados DST por períodos mais longos do que os não virgens.

 
 
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